quarta-feira, maio 30, 2012

Isadora




O olhar perdido na rua....
-Bêbado de merda, seu bêbado filho da puta! Ela repete e chora ao mesmo tempo.
Subindo pela Treze, uma mulher cruza à rua de um lado ao outro, jogando garrafa e blasfemando essas lindas palavras contra sabe-se lá quem.
Ele volta para dentro de si.... morto em pensamentos fraguimentados, olha para todas as direções como se estivesse à procura de algo, no fundo do bar percebe uma escada grande que se perde de vista, no final dessa escada algumas garotas e rapazes conversavam, casais juntos abraçados dançavam, a luz cegante parecia querer adormecê-lo, como num sonho...luzes, vozes, imagens, sons...iam e voltavam....
Pensou .... - A música...., mas que música?

As pessoas dançando.
- Parecem um bando de loucos eu não ouço a música.
Continuava ainda naquelas viagens...piscodélicas.
A cabeça sobre o balcão, os olhos serrados quase que fechando, avistou: ela, vinha e parecia viva, de degrau em degrau, hora ofuscada pela luz, hora sumia na escuridão, cambaleava e aos tropeços subia a escada, em uma das mãos uma garrafa de Jack, segurava onde fosse possível, nas garotas e cada vez mais perto....perto.

Ele acorda...... e começa a ri.
- Há, há, há....

Uma gargalhada intensa, as pessoas em volta olham sem entender.
As palavras saem tropegas: - Mano que porra eu tomei, viagem louca do caralho!!!!
As garotas riem, alguns balançam o dedo sobre a cabeça.
Enquanto isso...aos pouco vai voltando a si:

- Música, a música....ESTÁTUAS E COFRES/ E PAREDES PINTADAS/ NINGUÉM SABE O QUE ACONTECEU/ ELA SE JOGOU DA JANELA DO QUINTO ANDAR/ NADA É FÁCIL DE ENTENDER/ DORME AGORA:/ É SÓ VENTO LÁ FORA.... 

Ele houve, é a mesma canção que trilhava a imagem, que em seu sonho criava vida, subindo as escadas com uma garrafa de Jack daniels nas mãos. 
A vertigem da mulher no seu sonho some, a trilha sonora sureal, é real e passeia por todos os cantos do boteco empoeirado com seus bêbados errantes.

Faz uma cara nostalgica e se agarra em lembranças, volta à 1995, Ilha do mel.  As barracas armadas, a fogueira criando brasa, em volta, amigos e muita bebida, quase todos embriagados entoavam canções embalada por um velho sete cordas.
Na sua frente.... Isa, de Isadora mordia os lábios mexendo e olhava maliciosamente, ele se queimava por dentro mais que o fogo.... cheio de vontade de agarrar Isa.

Alguém se manifesta.
- Pô...cansei, alguém quer tocar?
-Eu vou, não.... pode deixar!
Ele aceita.
Um coro de vozes.....-Toca Raulllll!
O baseado, a garrafa de malbec passa de mãos em mãos.
Ele senta coladinho da Isadora. E ela fala baixinho no seu ouvido:
- Se você tocar a minha música, você vai ganhar um presentinho....
Ele ri....e com sua pose de trovador solitário dedilha o violão.... e pensa: - O presentinho da doce Isadora está nas mãos.....

Sente a água do mar gelado roçar seu pé, ao seu lado Isi, boceja e ri olhando o nascer do sol.




Josh










Eva



Ela desceu a rua com uma amiga, ele havia reconhecido por causa do cabelo loiro e longo.
Eva, é como ele à conhecia.
- Eu quero, oi, oi! duas coxinhas, é....do que que é a coxinha?
- Há, há, há, há...caralho Eva, você tá de tiração!
- Coxinha, coxinha! não sendo polícia só pode ser de carne de frango, né, porra!?
- Filha da puta! se meu tio ouve uma merda dessa...eu nem queria está por perto.
Falou baixinho Edu.
O tio do Edu era da PM, nove anos de serviço prestado e num pequeno deslize seu, foi expulso da corporação, mas, atuava no seu cotidiano como se ainda estivesse nela. Fazia bico em uma boate no baixo Algusta, era conhecido por todos como Caveirão, o seu jeito truculento e agressivo quando colocava pra fora do puteiro os arruaceiros e os punheteiros que pegava no banheiro.
Caveirão tinha um tipo atlético, alto, olhos verdes, com às garotas ele encarnava o tipo Dom Ruan, fala suave, às vezes gestos delicados um certo charme e um pouco de cultura aprendidos nos livros e principalmente com à vida.
As meninas eram o forte da casa, e como davam lucro! Belas, corpos voluptosos, algumas foram até capas de revistas. O tio do Edu tinha uma grande queda por uma das meninas, Eva, simplesmente Eva.
Eva é o seu nome artistíco usado nas noites de orgia, um metro e setenta e dois de puro prazer. o seu número de strip no ferro ao som de um blues.... VOCÊ NUNCA VAROU/ A DUVIVIER ÀS CINCO/ NEM LEVOU UM SUSTO/ SAINDO DO VAL IMPROVISO/ ERA QUASE MEIO-DIA/ DO LADO ESCURO DA VIDA/ NUNCA VIU LOU REED.......ia abaixo, ou melhor dizendo: ia acima àquela coisa que todo homem tem nos países baixos. Caveirão se postava, às vezes sentava e pedia uma dose dupla do melhor uísque, parecia um cliente quando ouvia o começo do blues que encarnava à sua nerfetite, abandonava o seu posto e nesse momento ele se sentia como se fosse o dono do estabelecimento, e aí de alguém se vinhesse reprimi-lo, pois tamanha era sua moral junto aos donos do "Héden".


Josh













terça-feira, maio 29, 2012




"Meus heróis morreram de overdose", assim diz a letra de um grande letrista do rock nacional.
E eles continuam morrendo, dos tragos amargos, o mal do século é solidão, do estrelato que sobe, sobe e explode numa via lactea!!! O que não morre são seus versos, a voz roca, a voz inconfundível, triste e renitente, alegre e infinita.
Tributo, quantos foram feitos depois que uma das maiores bandas do mundo chegou ao "game ouver"??? Os besouros voltaram, tiveram um substituto?
Tributo nada mais é do que: manter vivo, matar a saudade, uma saudação aos GRANDES!!!
Os "GRANDES" morrem jovens.... já sua arte resurgi, permanece viva, adormecida e jamais morta.


Josué Matias    

A vizinha




Segurando com as pontas dos dedos, seu peso parece duplicar e a força que faz é descomunal. Um dos pés se apoia em falço o medo o invade e começa a sentir caláfrios, olha a altura e imagina a queda que com certeza deixaria sequelas. Tenta se apoiar mais firmemente com o pé direito, o outro o esquerdo escorrega e ele tenta sem sucesso firmar os dedos, a queda é certeira.
Cai de uma altura de cinco metros, o seu peso na queda se sobrepõem a perna esquerda onde há uma fratura exposta. A dor provoca um gemido seco que se mistura com o eco dos latidos cada vez mais próximo, ele abre os olhos e se depara com dentes amarelados e uma babá viscosa escorrendo daquela boca cheia de fúria. Sente os dentes penetrar no seu braço e ficar fincados como uma punhalada.
Grita e pede por socorro, Seu Raimundo escuta e se depara com a cena. -Sai Fidel!, Fidel, Fidelll!!!!
E nada, o pastor alemão continua ali....como se dissese: -vou dar um corretivo no invasor.
Seu Raimundo corre e liga a mangueira, começa a esguichar em cima do Fidel e só assim consegue acalmar o pastor.
-Vizinho, vizinho!
-Oi,
-Tudo bem? Desculpa te atrapalhar.
- Não, sem problema eu dei pause....
- Eu estava vendo daqui, é um filme mudo?
-Nossa, como você consegue ver daí...?
-Há, nem está tão longe assim.
-É você tem razão, mas é feio ficar bisbilhotando os outros!?
-Vai dizer que você as vezes também não dá uma olhadinha.
-É....
Ele ri.
-Voltando a sua pergunta, é mudo e foi filmado em 1926 é um filme do expressionismo alemão.
-E fala sobre o quê?
-É baseado em uma grande obra de um escritor alemão "Gothe", onde um ancião "Fausto"que é representado de forma geral como sendo o próprio povo é colocado a prova pelo diabo "Mefistófoles".
O diabo numa discursão acalorada com um anjo diz ser dono de todo o mundo, o anjo diz que não. No meio desses insultos e afirmações, Mefistófoles propõem ao anjo uma aposta, que se ele conseguisse enganar Fausto a terra seria sua. E Fausto que era um homem temente a doutrina e a Deus aos poucos é corrompido.
As doenças a peste e a fome vai dizimando todo o seu vilareijo, ele clama por uma ajuda divina que não vem e a sua saída em um momento de fraqueza acaba sendo se filiar ao mal.
-Nossa.... dá até medo!
-É apenas um filme, e que por ser um filme vai além do seu papel, que para muitos é mero entretenimento.
-E o final é arrebatador.
-Se você quiser eu te empresto.
-Não!eu não gosto desses filmes, posso ter pesadelo.
-Tudo bem, mas e aí o que você quer com o seu vizinho?
-É..que o meu chuveiro não está esquentado, será que você poderia dar uma olhadinha?
-Bom....eu não sou muito bom nisso, mais posso tentar.
-Sobe aqui!
Ele pula o muro, intrigado e desconfiado que outros vizinhos pudecem vê-lo, se tivesse que entrar pela frente da casa.
-Entra, não repare a bagunça.
-Não, magina...você já olhou a chave geral?
Ele pergunta e ela que responde quase gritando de dentro do quarto.
-Não! olha para mim enquanto eu acho um alicate.
Vai até o quadro geral que fica no corredor, abre a caixa e testa os dijuntores. Aparentemente vê tudo normal, volta para o banheiro e nada dela aparecer.
Dez minutos se passaram, ela começa a chamá-lo. -Vem aqui, me ajuda com essa caixa!
Ele entra e fica pasmo: Ela em pé sobre a cama de calçinha vermelha com espartillho, os braços esticados tentando parecer uma simulação para alcançar a caixa, seios fartos à mostra, a brancura do seu corpo e o seu olhar, o seu olhar!?
Uns olhinhos escuros e penetrantes piscavam vivamente, na boca o baton vermelho com um sorriso cínico que dizia quase que parecendo susurrar em seus ouvidos.
-Me ajuuuuuuda!
Ele foi até ela, e ela na mesma posição. Encostou por trás e pegou a bendita caixa, continuou encostado nela sem largar a caixa. Ela toma a caixa da mão dele e se vira largando a caixa.
Aquele momento de extase é interrompido por um barulho vem de fora. O portão se abre o barulho do carro, ela sai e vai olhar pelo vitrô da cozinha, volta desesperada. -É meu namorado!
-O que eu faço!? se esconde.
-Onde?
-Aí não, não!
Ele pula a janela, desesperado se segura como pode....
Ela fecha a janela.
-Oi amor, chegou cedo!? -parece que eu estava adivinhando....
-Gostou?
Nossa, esse espartilho, uhhhhhh!!! gostosa, você tá linda!

Josh









quarta-feira, maio 09, 2012

Quem mais mal causou a humanidade?









Quem mais mal causou a humanidade: Os bancos, a igreja ou as guerras?
Em um programa de entrevista da tv cultura "Provocações" o apresentador Antônio Abujamra costuma fazer essa pergunta ao entrevistado.
As pessoas que acompanharam na mídia no início desse mês de maio, o esforço do governo para tentar baixar os juros. Primeiro com a diminuição de algumas taxas dos principais bancos públicos, como há uma concorrência entre bancos públicos e privados, o que se pode esperar  com essa medida do governo é que os bancos privados também baixem os juros abusivos cobrados dos brasileiros. 
Segundo passo do governo foi a mudança na cardeneta de poupança.
Voltando a pergunta do Abujamja caso eu fosse o entrevistado: Eu diria que os bancos.
Por quê os bancos?
Porque financiaram e continuam financiando tudo isso!? As guerras, o poder da igreja no feudalismo, o poder das ditaduras, a fome, a miséria causada pela dominação do mais forte. E quando vejo propagandas desses bancos em rede nacional, me dá asco!
Os bancos arrecadam muito e os investimento que deveria se revertido a quem os financia é pífio.
Exemplos não faltam: filas, demoras no atendimento, poucos caixas ativos, constrangimento na porta rotatória, segurança para eles sim, agora para  os clientes não!!!!, se realmente existisse não veriamos quase que diariamente pessoas sendo mortas e roubadas na  famosa:" saidinha de banco" .
O que eles investem nos ditos programas sociais através de suas instituições é nada! referente ao que se arrecada com suas taxas, e que são as maiores do mundo. 
Os dois maiores bancos privados do Brasil juntos, arrecadaram mais de cinco bilhões. O que se contesta  aqui são os juros e a forma de como esse  dinheiro depois é revertido em ações: emprego, educação, segurança e investimentos que desenvolva o  crescimento do país. Mesmo porque se perguntássemos: Quem financia os bancos??????
A resposta seria contraditória com base em tudo o que foi dito. 



Josué Matias

domingo, maio 06, 2012

VIRADA PASSIONAL




Blim, blom!
Próxima Parada...., estação da Sé!
Levantou-se, quase passa à sua estação. Vinha sentada do lado esquerdo do trem, ao seu lado uma senhora lia um livro de auto-ajuda, " Descanso do corpo, descanso da alma e descanso do espírito ,faz de você uma pessoa forte para enfrentar as dificuldades." Visualizou este parágrafo, e não deu continuidade ao raciocínio. Sua concentração estava toda perdida na paisagem, como fresh visualizados na janela do trem. "Uma Fábrica com um pátio imenso lotada de carros zero quilometro, terrenos báldios, um gato pulando o muro, um bosque com árvores de copas altas, seu olhar percorria fixo os trilhos do outro lado da linha do trem que vinha em sentido contrário". Frases iam surgindo na sua cabeça: -Você é uma inrresponsável! Como é que pode!? Eu juro, eu ainda te mato!
Mato, eu te mato!
Essa última palavra e as paisagens vista da janela, como um martelo martelavam  e lhe dava um pouco de ância.
Saltou do trem, a medida que ia subindo a escada rolante, aqueles pensamento se perpassaram. -Eu amo as tardes de outono, um viozinho nesse frio, esses dias que parecem tão tristes...pensou consigo.
O aglomerado que um dia antes era de carros, pombos e pessoas. Sedeu lugar  a um mar de gente, homens, mulheres, velhos e crianças. Com uma quase totalida de jovens, com seus sorrisos e olhares embebecidos por algum tipo de inibidor comportamental.
- Alô
- Oi, onde você está? eu já cheguei!
- Olá..., na entrada da catedral!
- Beleza, em um minuto estarei aí.
- Nossa! linda, você está linda!
- Brigado.....
- E aí, como é que foi?
- Ele ficou puto! falou um monte, mais eu consegui dobrar a peça...falei que viria com uma amiga.
- Otário!
- Eu não gosto que você fale assim!
- Descupa!
- Nós vamos nos divertir bastante, tem umas bandas de pagodê e samba que queria ver, pena que eu não vi sertanejo na programação....
- Nossa, gosto é gosto!
- Você não vai começar, vai? Só porque você se acha a intectualzinha!?
- Não é isso, é que eu simplesmente não curto...
- Mas a gente já tinha combinado....você vê o que o gosta, eu não opino e vice -versa.
- Certo.
- E você já olhou a programação?
- Eu vi em casa pela net, tem uma banda de jazz e blues gringa, Lou Donaldson. Tem também a banda Golpe de Estado que eu queria muito ver, umas peças de teatro, "Os sete gatinhos" de Nelson Rodrigues," A voz do provocador" de Antônio Abuljamra e....tem mais coisas, só que se eu for enumerar e ver todas, não vai dar para a gente curtir o seu pagodinho.
Ela dá um sorriso falso, só que ele não percebe.
João Roberto e Liz se conheceram na crechê.
Ela casada mãe precosse, formada em química trabalhava em uma empresa de perfume. Ele solteiro, trinta e quatro anos, branco alto, bonito, usava muito perfume e por onde passava ficava o rastro, gostava de ler gibi de super-heróis, era sempre cordeal e educado com as mães quando recebia os filhos delas na portaria da crechê onde trabalhava.
Liz costumava chegar cedo para pegar seu filho, como as crianças só eram liberadas no hórário estabelecido, ela ficava esperando. E numa espera dessas começou a se engraçar com João Roberto.
- Trouxe um vinho.
-Vinho! argggg! é doce?
-Não! ué....toma cerveja! Nossa que demais esse show!? Olha, escuta esse solo de sax....muito bom...
uhuuuuuuuuu!!!!!
Horas se passavam, entre um show, entre um espetáculo...
- Caralho! esse aí é o Ravengar, hahahaha!
- É ele mesmo...é um provocador! Abuljamra, ele fez o papel na novela que "Rei sou eu".
- E ái, gostou da peça?
- Há...muito texto, o cara não para de falar.
- É....mas são textos lindos que nos levam a refletir, é este o intuito de uma peça teatral: provocar, chocar no sentido de mostrar caminhos, caminhos que muitas vezes por falta de uma reflexão se tornam intransponíveis, e é no teatro, nas artes que encontramos a reflexão que falta e que também liberta. 
- Minha gatinha sabichona linda, agora você falou bonito que nem o Ravengar.
Ela ri.
- Eu tenho uma idéia, como já está tarde e estamos mortos de cansaço.
Ele aponta, com um sorrizinho sacana: Motel" Fim de Noite"
- Uma suíte por favor......
Ela está nua no banheiro, fica inerte embaixo do chuveiro, seu corpo molhado...
Ele sentado na cama nú, olha para ela e começa bater uma punheta...
Ela em transe, olha para ele e pensa, - não merecia isso, não merecia isso!
- Eu vou embora, eu vou embora!!!
Seu pau duro começa a jorrar porra, -ahhhhhhhh, ahhhhhhhhh! 
- Filho da puta!
Ela se veste e sai em disparada, João Roberto continua deitado naquela excitação toda, e aos pouco vai caindo na real.
- Liz, Elizabete, Liiiz, caralho!!!!
Paga o motel e sai atrás dela.
- O que houve, você saiu que nem uma louca, por quê?
- Acabou, acabou João Roberto!
- O que eu fiz? eu não entendo, estava tudo tão bem entre a gente!
- Ele não merece....
Ela começa a chorar, da sinal para o táxi e parte.
- Espera Liz, Elizabete! eu te dou uma carona....
João Roberto corre até o estacionamento, sai em dispara na sua moto potente ziguizagueando por entre os carros, alcança o taxi já parado, procura por Liz e vê ela descendo as escadas, perto dela .....grita. -Elizabete!
Ela olha.
Crava no seu peito o punhal dado por ela, a ele de presente, Liz cai rolando pela escada.
As pessoas começam a gritar e sair correndo em despero.
João Roberto senta na escada e num choro convulsivo, olha o sangue vivo que escorre pelos degrais e que pareciam querer levá-lo ao encontro do olhar sem vida dela.


Josh






terça-feira, maio 01, 2012

Tão forte e tão longe

Ela apareceu aqui numa noite dessas, vinha me convidar para assistir um filme, um filme emocionante que contava a história de um garoto, a sua relação de amizade com o pai e um certo distanciamento afetivo com a mãe. O filme mexe um pouco na ferida...pró - atentados, 11 de setembro nos Estados Unidos, o pai morre nesse atentado, ele estava na queda do World trade center. Aí começa a busca do filho pela amizade que talvez tivesse se perdido, e esse recomeço tão difícil vai ficando emocionante na medida em que ele, aos poucos vai  reencontrado novas amizades pelo caminho dessa que se foi....
E o mais engraçado é que acabei assistindo o filme depois e sem ela, a gente ficou convensando naquele dia, tomamos umas cervejas, fazia muito tempo que não nos viamos, já se passava das quatro e suas palavras continuavam saindo, nun descompaço lindo sem tropeços, como os passos dos cadetes no desfile de 15 de setembro. Continuamos.... e depois de um certo tempo resolvemos ir para cama, a música passeava pelo quarto, sentia no seu olhar perguntas que eram feitas e que ela fazia para me provocar, pois... já sabia a resposta.
Foi uma noite intensa de sexo com amor, adormecemos. Acordei ás dez, ela continuava dormindo. Parado encostado no batente da porta da cozinha, orbservava e podia sentir a sua respiração num sono profundo e suave.
Fui comprar pão, preparei o café, ovos fritos com queijo. Ela acordou tomamos o desjejum e contiuamos nossa conversa, trabalho, família, sonhos, filmes, teatro, música e o amor dela
pelos bichos.

Ela se foi....saiu as ás dezesseis. Fiquei estático olhando pela
sacada, o som das buzinas que vinham, o barulho violento do caos que eu gostava, a sua beleza passeava incólume por tudo aquilo. Continuei observando a sua ida sem volta......
  

Josh

segunda-feira, abril 30, 2012

Minha fazendinha



A mídia impressa e televisiva, vem quase que diariamente nos bombardeando com relatos escusos envolvendo Carlinhos Cachoeira e alguns de seus cúmplices: políciais, políticos, empresários, funcionários de várias escalas do poder público.
Um grande esquema armado foi desbaratado pela PF.
Muito dinheiro foi gasto para: subornar, presentear e influênciar essas pessoas. Com qual objetivo?
A via política e a via polícial, são duas vias importantes:Numa se faz as leis, na outra o cumprimento dessas leis. Através de pontos fracos, ele corrompia algumas células dessas vias, tornando-ás cancerigenas.
O seu único e exclusivo desejo: favorecimento pessoal!!!!
Cachoeira é um empresário do jogo, um tipo de jogo que é condenado por essas duas vias, como sendo uma contravenção, isto é, algo proibido que não está de acordo com as leis e normas estabelecidas por essas vias que são facilmente corrompidas.
A pergunta que faço.
Nesses mais de quatro mil municípios no Brasil, quantos "cachoeiras", " prefeitos" e "coronéis"devem existir??? pois continuam fazendo da cidade que vivem ou que governam , verdadeiras fazendas particulares???!!!!Para uso restrito e pessoal!!!!


Josh

terça-feira, abril 24, 2012

Jack


Madrugada chuvosa, 13 de maio. O vento que entra pela fresta, o miado do Jack.
Despeja um pouco de leite gelado na lata vazia de sardinha.
Anny, Anny....
é sempre assim, o ronronar a sua inútil presença...coroa a lembrança dela.
Ela se foi....California, os deixou...
Recebeu uma proposta de trabalho.
Estatu e grana, pra Anny.... sempre esteve em primeiro lugar.
Alguns meses se passaram. Nenhuma carta, tefonema, email, nada!
Filha da puta!
Um trago, para aliviar a angústia. No sobradinho as paredes estão desbotadas e os tijolos a vista, por dentro é aprazível e nas quintas toca blues e rock-rool. Ele gosta de estar ali, se deslumbra com a vocalista, com as letras e no seu cantar melancólico a frente da banda" NOSSA VIDA NÃO VALE UM
AMOR DE UM MULHER".

Josh

terça-feira, março 29, 2011

Saudade

Olhando as luzes do ponto mais alto dos edifícios
Numa noite fria na praça Roosevelt
Entre um bar e outro
No cine Belas artes ou numa peça no parlapa
Gran-finale
Eis sua vontade
Esmurrar a cara do mundo
Bela
Eu te encontrei
No submundo da rua
Da letra cantada por Tom zé
Da amurada seu olhar fica distante
Vê uma lua sem brilho ofuscada pelas nuvens sombrias
Não senti o silêncio 
Ele não dorme num céu de asfalto
Mas, logo se distrai com Flaubert na estante
Ela fica assim
Escondida por entre os dias, por entre os anos
Ou, que nem poeira por entre os cantos
Vem de mansinho
Parece que trazida pelo ar que sopra nos dias triste e vazios
Deixo ela entrar
Por essa noite pode ficar
Tenho um pouco de run
E os vinil do Raul pra embalar

Josh




domingo, março 20, 2011

Ana Beatriz e.......

-Seu filho da puta!
-Olha como você fala comigo, sua vadia!
-Vadia? vadia é a sua mãe!
-o quê?
-É isso mesmo, tá surdo?
-Sua louca, vem aqui!
Ela saiu bateu a porta e só voltou no outro dia da casa da mamãe, esquecendo completamente do furacão
Katrina do dia anterior.
É....
Eu acho que eu peguei pesado, chamando ela de vadia e louca, louca até que ela se enquadra. Mas ela também foi foda....chamar a minha mãe de puta e vadia, aí não dá!
Conheceu a Ana Beatriz no baixo Algusta em um bilha, um boteco daqueles que lota de almas "lost" depois das cinco.
Era um sábado que já havia se tornado domingo, fora do bar um sobe e desce de pessoas que eram acompanhadas pela garoa que caia.
Ela estava com quatro amigas, ele pensava com seus botões: o que quatro mulheres de rostos angelicais faziam a cinco e pouco da manhã num purgueiro como aquele...
Elas não eram o que vocês estão imaginando...ele a primeira vista desconfiava, mais não, isso não...!
Com uma beleza descomunal, ao mesmo tempo que ele olhava para uma seu olhar se desviava de encontro
a ouitra.
Ele achava que ela fosse a chefe da "gangue", com um olhar superior e algo que ia além do que as outras transmitiam.
Cansou de só observar e resolveu cair naquele abismo, foi até uma "junk box" e no meio de tantas "pérolas"
achou algo que não se comparava em nada à áquela lista musical dedicada a solitários etilícos.
O que ele havia achado na junkizinha surrada pelo tempo, um hino dedicado a outros tipos de solitários. "solitário etilícos sobrios", esses sim: vádios, beberrões, româtincos "os românticos tem sempre que se foder", politizados, odiados e que por vezes vêem o sol nascer da sargeta.
Inocentes!!!! essa era a banda.
"Só eu e a noite fria
Que me leva pra qualquer lugar
Não sei o que procuro
Nem sei se vou encontrar
O vento me diz coisas
Que nem sempre consigo entender


De bar em bar
O gosto amargo do trago
Eu rodo, rodo, rodo...
E estou sempre no mesmo lugar"

Voltou para mesa.
-Foi você que colocou Inocentes
-Foi
-Que jogar com a gente
-Sim
Camila! você disse que tinha cansado, já arrumei um parceiro!
Começaram a jogar ele sempre foi meio ruinzão na cinuca, tanto que de três partidas ganharam só uma.
Pararam de jogar e sentaram os cinco na mesma mesa, ele perto dela, Camila, Morgana e Júlia ao redor.
A conversa se prolonga e elas contam que estavam fazendo uma despedida de solteiro para a Júlia e que depois da balada resolveram estender até ali...
E como uma despedida só é despedida se...
Dizia-me a Camila sem completar a oração deixando que eu imaginasse....as três começaram a rir, ela olhava para ele séria.
-Você fuma
-Fumo
Sairam os dois para fumar, acendeu o cigarro dela e a garoa continuava firme.
Fitou aqueles olhos castanhos que em contraste com noite se tonavam escuros, foi se aproximando e cada vez mais perto, abraçou-a e ela retribuiu só que bem mais forte. Foi tomado por um impulso....
Ali ficaram alguns minutos se contemplando, beijos, abraços invasivos e abusivos para os olhares alheios.
-Vamos sair daqui!?
-E suas amigas?
-Eu falo com elas
Sentido paulista pararam no primeiro prédio com fachada de luz neon.
Com as luzes acesa fez questão de comtemplar toda aquela beleza nua, ela vindo em sua direção e em uma de suas mãos um copo com "tennessee", despejando sobre ele começou a roçar com a lingua em movimentos leves, dedos, olhos, boca até chegar ao ponto cuminante.
Ali os dois numa frenezi sentiram o real sexo com amor.
Assim foi o primeiro encontro dos dois, depois desse encontro um dia talvez dois foi o muito que ficaram longe um do outro.
Cada vez mais rotineiro os seus encontros, regado a álcool, rock-rool, sexo, muito sexo. Eles eram bem etilícos e bem parecidos.
Ele "Gostava do Bandeira e do bahaus
De Van Gogh, dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud"
Ele "Gostava denovela e jogava futebol de botão com seu avô"
Os meses os dias da semana passaram....Como aquela canção " Mas tudo passa / tudo paaassa...."
Decidiram juntar os panos de bunda e como o vício que vicia e tem suas consequências. Vieram as brigas, ciúmes, verdades, mentiras, chingamentos onde os pais eram o alvo predileto.
Pedro, ele se chamava Pedro.
E hoje depois do fim....ele se pergunta onde...., e sente falta.... "sexo com amor".

Josh

quinta-feira, março 17, 2011

Lugar nenhum







Corro para esse lugar
Aqui onde o vento sopra
E é tão forte
Quanto o vento que roça o bananal
E os rostos inquietos  que descem a serra do cafezal

Corro para esse lugar
De encontros
Do velho Ribeira com a imensidão do mar
De desencontros
Dos olhos castanhos
Na rua de pedras
Numa quarta de cinzas
Não mais vai voltar


Corro para esse lugar
1990
Contra sua própria vontade
Trouxe consigo
Eros
E nas tardes de domingo
Um imenso vazio
Vem de mansinho
Se aproveitar


Corro para esse lugar
Aqui onde laços de sangue
Para sempre vão morar
E num céu sem estrelas
Fogos de artifício
Anunciam o novo ano
Uma certa nostalgia paira no ar


Numa sexta de chuva
Numa noite sem lua
Já se passam das vinte duas
Corro para esse lugar
                                          
Josh

sexta-feira, dezembro 17, 2010

EFÊMERO

Corre por labirintos e ruas numa frenesi
Seu porto seguro, coração
Pétalas caem, murcham assim
Destino
Deus
O efêmero na beleza das rosas
Há sangue
Nas mãos inimigas
No sorriso de vidro
Na cidade de arranha céu
Não aceitam, custam a aceitar
Que o efêmero das coisas
Sempre esteve sobre nós

                                                                              Josh

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Com um top bem justinho, o formato dos seus seios, o biquinho dos seus seios, instigavam
e permeavam o meu obceno imaginário.
Passaram-se dias, semanas e meses até que consegui esquece-lá por completo. Aqui nesse lugar
parecemos animais celados, a rotina, os dias vazios e intermináveis passam vagarosamente.
O único divertimento é quando chega a alta temporada, a praça está cheia viva, os restaurantes,
bares, as esquinas, o pequeno puteiro na entrada da cidade, sotaques, rostos, corpos e olhares
cheios de alegria, vindos sabe-se lá de onde.
Vivo num estado bipolar, isso aqui é um suicídio diário é como se fosse uma tortura, se morre
aos poucos e dolorosamente.
Tomada pelo câncer e por um amarelo longe de ser um amarelo manga, nas paredes pendiam-se
fotos de modelos, atrizes e rotos desconhecidos com seus corpos em um nú artístico. Quanta vida se misturava em meio aquele amarelo, pálido, cinzento, mofado e cheio de fungos.
Existia muita vida ali, vida invisível, visívil apenas no microscópio que ornamentava o recinto.
- Oi
- Olá
- Desculpa a minha cara pau, eu não te conheço, mas é, é que...é a segunda vez que  á vejo aqui e
não sei se você chegou a reparar......, eu, é....eu te acho linda!
- Nossa! tudo isso só para....desculpa! você me deixou sem graça.
- Obrigada pelo elogio.
- Tá, de nada.
- Como você se chama?
- Annik
- E você?
- Jack
- Você quer tomar algo?
- Obrigada, eu já estou tomando...
- E você pede alguma coisa, eu posso sugeri?
- Sim, por favor.
Entre um drink e outro de martini, ficamos por um tempo conversando, o seus olhos negros cheio de mistério
fazia mais efeito sobre mim  do que a própria bebida.
Peguntei sobre o tempo em que ela esteve ausente, disse-me que o pai esteve doente em uma outra cidade e que não foi nada grave. A noite cada vez mais caia sobre nós, saimos, ela esbarrou entre uma mesa e outra e seguimos pela rua de pedra com suas esquinas tomadas por uma luz cega.
Paramos num ponto desses onde a claridade se escondia, nos olhamos como se estivessemos comendo um ao outro, um beijo, entre carícias e muito aperto senti o seu pulsar.
As paredes são brancas, uma sala com uma mesa enorme talvez sete ou doze cadeiras, uma pintura a óleo " uma família em maltrapilhos, esqueléticos em meio ao lixo", uma escultura em bronze de " Dom quixote e seu fiel escudeiro e duas estantes cheias de livro.
Enquanto preparava os drinks, o silêncio é cortado por uma música um tanto quanto triste " Corta o meu barato nas noites de ferro
Corta minha doze em tiras de metal
Bêbe o sangue do pulso dos meninos
Gilete na bolsa das putas",
Ela vem até mim, eu absorto com os dois copos na mão o meu cérebro para por alguns segundos, e um pensamento surge " Por quê a beleza te escolheu?".
Nua, nua...me beijou e foi descendo o seu rosto e ao mesmo tempo ia tirando minha roupa, camisa, cinto, desceu minha calça e como se estivesse acariciando o seu bichinho de pelúcia, abocanhou mostrando todo o seu lado mau.
Boca , dedos, pelos e unhas, sentia a foça do seu pudendo num sexo cheio de selvageria e paz.
A luz que entrava pela fresta mostrava no ar no seu pequeno espaçamento milhares particulas de poeira. Parado em pé com os olhos fixos, o seu silêncio pús-me a contemplar.
A passos lentos de pluma fui até a cozinha, revirei o armário, abri portas e gavetas até que encontrei. Voltei ao quarto e por mais um instante fiquei a observar, ela abriu os olhos e sorriu e eu continuei parado, até que,
eu com as mãos escondidas sobre a minha costa deixei-ás visíveis, ela arregalou os olhos sem entender a minha reação ela colocou as mãos em posição de defesa .......foram uma, duas, três....enquanto ela defendia e arregalava os olhos quase sem vida eu à golpeava com uma faca ..... e continuava a contar ...... quatro, cinco ..... nove, dez .... doze e treze.

                                              fim 

Josh

segunda-feira, junho 07, 2010

Monalisa



Na parede mofada
Aquele quadro comprado na feirinha da Dito
Num vestido preto sem vida, curto, transparente. Safada!
Havia um pequeno altar, velas reluziam sobre o santo Expedito


Aquarela, não era óleo sobre tela
Seu cabelo curto tinha um aspecto de quando se acorda
Um rosto feito com gosto, boca doida, olhos vivos castanhos quase negros.Bela!
Seios que enchiam minhas mãos, e nas curvas do seu corpo cada encontro era uma explosão. Danada!


O tempo, na parede o bolor cinzento
Aos poucos invadem à vida da tela
Nós nos rendemos, o frio costante e a garoa que resvala fazem parte deste momento
Tem dias também que me sinto como uma aquarela, um abc de cores, onde o tempo como um tumor age sobre ela






Josh

quinta-feira, maio 20, 2010

É treze


Cansaço?..... é à alma, observo as pessoas e suas vidas, com seus sonhos comprados em um crediário.
À paisagem quase sempre é de uma felicidade mendigada.
No sorriso da moça, na tristeza do olhar do moleque de rua que segue seu caminho.
Desse céu que de azul agora é outro.
Eu vejo tudo cinza!
Fecho os olhos, tento viajar, quem sabe tentar me redimir....o ronco dos motores, as buzinas, cirenes e as vozes. Ao menos eu tento...em vão, eu me arrasto!!!
Lá se vão....os minutos, meses e às estações. O relógio desperta,  são 9:30, eu escarro no ralo, lavo o rosto, bom dia e boa noite.
Eu te amei! Eu te amo vida! Eu te odeio! Eu me odeio! 
Sexo, mentiras e verdades nuncas ditas, abistinência, eu bebo o sangue de Cristo, parabéns, mais um ano e trinta e dois anjos me salvaram outra vez, os livros pelo chão, os vinis empoeirados, os filhos que eu não tenho, família, casa, trabalho, o meu pensar é livre!!!! amigos, drogas, loucura, álcool , escola, professorinha você é um encanto!!!
Gosto do gosto amargo, céu, inferno, Deus e o diabo, fuga não fuja, meu coração se parte, se quebra, é sangue, é lágrima, um grito seco levanta à poeira da rua de terra, uma palavra, tiro certeiro, faca, navalha, corta machuca invade à muralha da minha triste alma.


Josh

quinta-feira, maio 06, 2010

Eu sinto tanto



Essa saudade
Tentei atracar bem longe daqui
De tarde ouço Morrissey 
E pelo pier
Um mar revolto
Trás de volta
Pra juntinho de mim

Saudade
Sai de mim
Caminho pela praia
Avisto o horizonte
Aperto o passo
Engraçado
Cada vez mais
Longe
Distante de mim

Eu vou tentar dormir
A porta
Para os meus sonhos
Eu não vou abrir

Eu quero acordar
E amanhã pela manhã
Sem o desejo
Daquele pseudo amor
De tudo que faz da vida
Um trapézio
Do amargo
Dos goles sem fim
JB
Das noites decadentes
Tristeza e vodka barata 

Eu quero acordar
Amanhã pela manhã
Eu vou tentar sorrir
Sorrir pra mim

Josh

domingo, maio 02, 2010



Domingo acordei tarde, é um dia em que eu gosto de acorda cedo para tentar aproveitar o máximo, mas em se tratando de um botequeiro e suas noites intermináveis é difícil de isso ser concretizado.
Sai arrastado da cama, lavei o rosto e para compensar todo o meu esforço somente um café amargo.
Dei uma folheada no jornal forçadamente, "Leila Pinheiro no sesc Pompéia, repertório canções do Renato Russo e Legião Urbana". Seria um bom programa para o meu domingo, à tarde já ia tarde tomei um banho e almoçei. Sair e fiz aquela viagem até o sesc Pompéia.
Casa cheia, na platéia os anos idos é que se mostrava em maior quantidade, em se tratando de uma banda cujo seus seguidores sempre forá de adolencentes e rebeldes sem causas. Hoje esses mesmos adolecentes já estão bem grandinhos, muitos até com filhos que aos poucos vão descobrindo as letras e os hinos de uma "geração coca-cola".
A Leila estava linda, com sua banda formada por quatro músicos bem afinados com guitarra, violão, baixo e teclado, entoavam canções conhecidas de cor por mim, dos dois lados do pauco eram jogadas projeções em preto e branco.
Os acordes, arranjos das músicas totalmente repaginados, tanto que de imediato não dava para saber qual era à música, rifs de guitarra e uma pegada bem rock"and"roll em algumas músicas e não faltaram os clássicos: Eduardo e Mônica, Pais e filhos, Angra dos reis, Será... e uma canção que o Renato havia feito em parceria com à Leila: "Deixa de lado essa pobreza, De quem insisti em julgar explicar, Não vou poder calar meu coração, E essa saudade que vem de mansinho querendo me avisar, Acho que a gente é que é feliz".....nas projeções imagens dele e dela, à emoção em mim estava cada vez mais à flor da pele.
Lindo Show!!!! valeu muito à pena ter saído de casa, coisa quase sempre rará, pois não é sempre que os meus domingos estão assim ensolarados.

Josh

A violência é tão fascinante



Ontem fui assistir a peça "Música para ninar dinossauro" no espaço Parlapatões. Como eu havia chegado cedo resolvi esperar tomando uma ceva no bar, entre um gole e outro eu obeservava as pessoas e imaginava uma porção de coisas, a trilha sonora do ambiente beatles e outras bandas clássicas me deva um certo prazer e eu continava à minha viagem, viagem está quebrada por um rapaz que com uma lata de cerveja na mão, meio cambaleando e cantarolando uma música bahiana de algum carnaval passado entra no bar.
Numa mesa ao  lado um casal começou a rir da cena, evidente que esse casal era conhecido dele. Entre risadas e alguns comprimentos eles trocam algumas palavras o rapaz sai e se senta em frente ao Espaço, eu com este olhar observador quando não fitava o teto com seus guardas chuvas coloridos pendurados, do outro lado da rua vi mais a cima em um epaço vazio que outrora forá um supermercado, um carro de polícia com seus giroflex ligado se mostrava, "Nos estamos aqui, os homens da lei se precisarem é só chamar".
Continuava a observar, notei que várias pessoas travestidas com roupas num vizual fora do habitual subia e descia pela calçada do Espaço, em grupos ou as vezes sozinhas. Essas pessoas faziam parte de um tipo de ideologia, os "Punk".
Um desses punk se dirigiu ao rapaz, aquele que cantarolava à canção bahiana, conversaram o punk sai e retorna logo em seguida dando continuidade a conversava. Ouço o barulho de um copo se quebrando, o rapaz da canção que estava sentado se levanta esbravejando com uma garrafa na mão querendo ir em direção ao punk.
Comecei a imaginar, vai dar merda!!! O punk sai, não dando importância ao insulto.
Olho em direção ao espaço aqui narrado e não vejo mais o carrinho com seu giroflex ligado.
Uma certa calmaria tomo conta conta do Espaço, à trilha muda agora à rainha do pop ecoa pelo ambiente, passando-se quinze minutos depois da discursão que eu achava que ia da merda, eu
conto um, dois, três  e muitos talvez uns quinzes punks em bando vindo em direção ao rapaz, ele entra no Espaço, à cena a seguir é de destruição: cadeiras sendo jogadas, vidros quebrados à base do coturno, o medo nos rostos, uns se acolhem nos fundos do balcão, eu tento a porta de saída e volto para trás. Os punks começaram a se dispersar, deixando para trás um rastro de destruição e prejuízo, A selvajeria só não foi pior, porque ninguém ousou revidar.
Lá fora um grupo de pessoas se agromera junto com elas o dramaturgo que forá em dias idos, persongem dessa coisa que cresce, se alimenta do descaso do poder público, da socidade, da maioria que fecha os olhos enquanto não for tocada....e quando tocada aceitará pacivamente o bofetão. Ele, o dramarturgo apenas observa....
" Um País se faz com livros e escolas"
As pessoas em desespero começaram a discar 190, quatro cinco talvez sete minutos é o tempo que se passa até a chegada dos carrinhos com seus girofrex ligados.
O rapaz da canção bahiana sai dos fundos e começa a explicar o porque do ocorrido:
-Punk de merda!!!!, onde já se viu....ficou embaçando na minha, me pediu uma moeda e eu disse: que tipo de punk que é você?
-Punk não pede moedinha, segue o seu caminho!!!!
-Ele não gostou e chamou à tropa.
Já estava quase na hora da peça começar, as garçonetes começaram a limpar e a arrumar à bagunça. Em poucos minutos tudo se encontrava como antes, o Espaço começou a ficar cheio,vidas, vozes, sorrisos e olhares que buscam, buscam.....o inalcansável. 
Amanhã voltamos, se fechamos em nossa caixinha e tudo volta a ter uma aparente normalidade....

Josh

sábado, abril 24, 2010

"É muita estrela para pouca constelação"

Raulzito