terça-feira, setembro 25, 2012

Eu tive um sonho



Sonhamos dormindo.
Sonhamos acordado.

Tinhamos um sonho.
Que nasceu pequenininho.
Ele cresceu, e agora alimenta os seus próprios sonhos.
Diziam que ele era um sonhador, mas quem não é!?

Se vivessemos duzentos anos, ainda assim estariamos com um certo olhar petrificado para o passado,
e continuariamos a alimentar outros e novos sonhos.

Uns partem cedo, cedo demais.

Os sonhos morrem?
Não! Eles são doados e até emprestados à àqueles que acreditavam e amavam um certo guerreiro sonhador em seu cavalo de aço.
O sonho que antes era de um....se multiplica.

A sua vida que partiu, continua agora cada vez mais viva: Na semente que plantaste, nos sonhos que ficastes, nas coisas boas que deixastes,

no olhar, na alegria, na força, na coragem e no seu sorriso que nos dias tristes como num imenso campo florido, vem e nos invade. Enchendo de conforto e nos dando muitas esperanças.

Pois a vida para os que ficam, ainda assim.....insiste e segue, rápido como um trem Bala, ou na vagareza da velha Maria Fumaça. 

Josh




 

quarta-feira, setembro 19, 2012



Custo acreditar
Júlinha, bela pequena
Sem a voz paterna
Que para sempre vai-se calar

Custo acreditar
Não é mão Divina
É maldade humana
Veja, o nosso egoísmo
Não vai se contentar
Com as lembranças que apenas vão ficar

Custo acreditar
Que o velho 
E todos na Vila, esperavam você voltar
Que o sábado estava lindo
Que as ondas se formavam sem se importar
Que por alguns segundos
A foto tirada
Um trago da doce cataia
O guerreiro venceria
Continuaria a galopar

Custo acreditar
Que virá outros verões
E pelos mesmos infortúnios
Continuaremos a passar

Custo acreditar
Essa vida passageira
A morte traiçoeira
Covardemente
Estará sempre a doelar

Ela chegou assim de mancinho
Tão cedo

Os caminhos agora são de paz
O guerreiro em seu cavalo de aço
Pelo infinito
Na memória 
Nos corações
Para sempre vai estar

Josh

sábado, julho 28, 2012

Back Home

Noite passada intorpeci
Felicidade placebo
Dessa ressaca nostálgica
Saudades de casa

Josh


quinta-feira, julho 26, 2012

Já passaram muitos janeiros





Já se passaram muitos janeiros
O céu
E o medo, não envelhecem com o tempo
Nas caravelas, terra a vistaaa!
Júlio César é apenas um nome, assim como Judas ao Léu....
Pobres iludidos por almas com cara de cordeiro
Este presente, é o passado refletido no espelho

O cogumelo gigante brotou na terra do sol nascente
Antes de Cristo, Depois de Cristo
A Cruz?não!? a suástica dizimou milhões lentamente
Como testemunha um cadáver na lama, eu insisto....

Já é primavera
A multidão na praça é massacrada como réu
O ditador foge pelo deserto sobre duas corcovas, lento
Bandeiras são queimadas e em seus lugares burcas são hasteadas

Julho 
3D, balas de festim
E o horror é glamurisado com efeitos especiais
Os heróis mascarados yankees 
São o orgulho da América e do mundo

Na vida real
Os vilões e o terror parecem ter saídos da grande tela
Transformando o dia a dia das pessoas 
Num grande trailer de terror real, parecidos com o cinema trash
Ou será o contrário!?


Josh











terça-feira, julho 24, 2012

The Old Blues




A ponte
Tem dias que parece fria e solitária
A ponte que separa a Ilha das ruas de pedras, das casinhas carcomidas pelo tempo
e suas igrejas feitas iguais a velhos faróis ao alcance de olhares etílicos e tão enigmáticos
A ponte que separa a Ilha do resto do continente

Ficou para trás
Ficou para trás

Sentado no banco traseiro do fiat cinza 147, ano 80
O vento com liberdade roça a copa das árvores
Acaricia também os seus cabelos revoltos
Seus olhos passeiam pelas ruas de areia com a mesma velocidade
Do abre e fecha de suas pupilas já desgastadas

Ficou para trás
Ficou para trás

New Orleans
Chicago dos anos 70 
O blues e seus anos de ouro

Na sua voz rouca versos em inglês
Babel
Ilusões perdidas em português

Mas, ele tem um violão
E uma gaita mágica na mão
Que traduz
O verdadeira espírito
Do grande Blues man

Ficou para trás
Ficou para trás

Perdido entre montanhas
Tão longe de Sampa
Por algum momento
Ela se sente
Na Chicago dos anos 70
New Orleans
The Old Blues

Senhoras e senhores
Com vocês
Rip Lee Pryor




Josh






quinta-feira, julho 12, 2012

Um conto de Rock




Aos treze, ele ouvia no pequeno rádinho de pilha, "Sereníssima", vivia fazendo confusão com o tal cantor da banda. Aqueles mesmos três acordes que compunham e fazia parte de qualquer canção de uma banda de Rock de garagem, foi a sua iniciação.
Com o pai pela feira de terça, saia frenéticamente garimpando de banca em banca as fitinhas cassetes.
Queen, Ramones, Beatles, Raul, Legião,  e Ira. Chegava em casa, apertava o play. O volume no último, da cozinha a mãe gritava: - Abaixa esse rádio!
Abaixava só um pouquinho, deitado na cama ele olhava, olhava  para o teto e sonhava, sonhava com o dia em que pudesse caminhar e ir além da rua dez.
Esse dia chegou.
Caminhando sozinho, ao passar sobre o abacateiro, os pingos gelados de chuva caem sobre sua nuca, dobra a esquina e perto de casa os cães ladram incomodados com os miados dos gatos que brigam. Sobe a escada, pela fresta da porta antes de abri-lá vê uma luz. A chave emperra, dá umas batidas com a mão, entra.
Deitada no chão nua, o abaju ligado, garrafas de bebidas, o cinzeiro cheio de bitucas e um cigarro pela metade ainda aceso, do quarto a música soava baixinho, bateria, baixo, guitarra alta e numa voz roca e triste.
Olha e fica admirando à brancura daquela corpo vivo, seus pelos púbis, seus seios pequenos, e toda à sua pseudo inocência que emanava do seu lindo rosto iluminado pelo bico de luz.
Tenta acordá-la, é inútil. Sente receio em tocar nela, assim.... . É como sentir o amor nos braços pela primeira vez, foi o que ele sentiu e o fez. Colocou sobre a cama e à cobriu.
Um quarto e cozinha americana, ele dormia na sala, o quarto era pequeno cabia uma cama de solteiro e algumas tralhas, dividiam as despesas que era uma das condições imposta por ela. Era pertinho do centro e da janela se avistava a igreja da Consolação,  foi o mais longe de casa que conseguiu chegar.
O seu desejo era ir muito mais além, atravessar o atlântico, assim como Elvis e assim como o Rock décadas após décadas.
É começo de inverno, o relógio desperta, perdeu a hora para o trabalho, são quatorze e vinte e cinco da tarde de uma sexta-feira 13.
Levanta e vai até quarto dela, janela aberta, a cama vazia, sobre o banco apenas um bilhete:
"Nem te vi chegar, estou indo acampar com umas amigas numa Ilha onde vai rolar um festival de Blues, é uma pena que você tenha que trabalhar, pois você iria adorar. Bjs"
Amassa o bilhete, e aos bocejos coloca na vitrola um vinil do Bruce Springsteen. Os raios de sol assim como ele parecem cançados, e timidamente invadem a penumbra e com a música enchem de nostalgia ainda mais aquele lugar carente de amor e vida.


Josh


domingo, julho 01, 2012

Antes não tinha, agora tem







Hospitais, as UBS e as tais AMAS...
Estão mais enfermos 'as' que os próprios doentes
E agora, mais essa!? Doctor, doctor,doctor....
Os residentes estão sem residência, do Aiapoc ao Chuí tudo aos frangalhos...
Dois % e alguma coisa do PIB, é pouco, dizem que seis resolveria "o pobrema"

Nos corredores gélidos
Com suas paredes brancas pálidas
Os filhos da PÁTRIA

"Antes não tinha, agora tem!"

Mais dinheiro....
Para o bolso do Polvo com seus tentáculos, PL, PSDB, DEM, PT, PMDB, PTB............et cétera
Em trabalho de parto no Libanês
Foi cesárea, e eis o filho bastardo: PARTIDO SOCIALISTA DEMOCRÁTICO
A,B,C,D,E,F,G,.......L, M....Maluf !!!???...é quase o alfabeto inteiro de articulações
Vem aí, mais um ano de eleições

E viva a DEMOCRACIA!

"Antes não tinha, agora tem!"


Josh

quarta-feira, maio 30, 2012

Isadora




O olhar perdido na rua....
-Bêbado de merda, seu bêbado filho da puta! Ela repete e chora ao mesmo tempo.
Subindo pela Treze, uma mulher cruza à rua de um lado ao outro, jogando garrafa e blasfemando essas lindas palavras contra sabe-se lá quem.
Ele volta para dentro de si.... morto em pensamentos fraguimentados, olha para todas as direções como se estivesse à procura de algo, no fundo do bar percebe uma escada grande que se perde de vista, no final dessa escada algumas garotas e rapazes conversavam, casais juntos abraçados dançavam, a luz cegante parecia querer adormecê-lo, como num sonho...luzes, vozes, imagens, sons...iam e voltavam....
Pensou .... - A música...., mas que música?

As pessoas dançando.
- Parecem um bando de loucos eu não ouço a música.
Continuava ainda naquelas viagens...piscodélicas.
A cabeça sobre o balcão, os olhos serrados quase que fechando, avistou: ela, vinha e parecia viva, de degrau em degrau, hora ofuscada pela luz, hora sumia na escuridão, cambaleava e aos tropeços subia a escada, em uma das mãos uma garrafa de Jack, segurava onde fosse possível, nas garotas e cada vez mais perto....perto.

Ele acorda...... e começa a ri.
- Há, há, há....

Uma gargalhada intensa, as pessoas em volta olham sem entender.
As palavras saem tropegas: - Mano que porra eu tomei, viagem louca do caralho!!!!
As garotas riem, alguns balançam o dedo sobre a cabeça.
Enquanto isso...aos pouco vai voltando a si:

- Música, a música....ESTÁTUAS E COFRES/ E PAREDES PINTADAS/ NINGUÉM SABE O QUE ACONTECEU/ ELA SE JOGOU DA JANELA DO QUINTO ANDAR/ NADA É FÁCIL DE ENTENDER/ DORME AGORA:/ É SÓ VENTO LÁ FORA.... 

Ele houve, é a mesma canção que trilhava a imagem, que em seu sonho criava vida, subindo as escadas com uma garrafa de Jack daniels nas mãos. 
A vertigem da mulher no seu sonho some, a trilha sonora sureal, é real e passeia por todos os cantos do boteco empoeirado com seus bêbados errantes.

Faz uma cara nostalgica e se agarra em lembranças, volta à 1995, Ilha do mel.  As barracas armadas, a fogueira criando brasa, em volta, amigos e muita bebida, quase todos embriagados entoavam canções embalada por um velho sete cordas.
Na sua frente.... Isa, de Isadora mordia os lábios mexendo e olhava maliciosamente, ele se queimava por dentro mais que o fogo.... cheio de vontade de agarrar Isa.

Alguém se manifesta.
- Pô...cansei, alguém quer tocar?
-Eu vou, não.... pode deixar!
Ele aceita.
Um coro de vozes.....-Toca Raulllll!
O baseado, a garrafa de malbec passa de mãos em mãos.
Ele senta coladinho da Isadora. E ela fala baixinho no seu ouvido:
- Se você tocar a minha música, você vai ganhar um presentinho....
Ele ri....e com sua pose de trovador solitário dedilha o violão.... e pensa: - O presentinho da doce Isadora está nas mãos.....

Sente a água do mar gelado roçar seu pé, ao seu lado Isi, boceja e ri olhando o nascer do sol.




Josh










Eva



Ela desceu a rua com uma amiga, ele havia reconhecido por causa do cabelo loiro e longo.
Eva, é como ele à conhecia.
- Eu quero, oi, oi! duas coxinhas, é....do que que é a coxinha?
- Há, há, há, há...caralho Eva, você tá de tiração!
- Coxinha, coxinha! não sendo polícia só pode ser de carne de frango, né, porra!?
- Filha da puta! se meu tio ouve uma merda dessa...eu nem queria está por perto.
Falou baixinho Edu.
O tio do Edu era da PM, nove anos de serviço prestado e num pequeno deslize seu, foi expulso da corporação, mas, atuava no seu cotidiano como se ainda estivesse nela. Fazia bico em uma boate no baixo Algusta, era conhecido por todos como Caveirão, o seu jeito truculento e agressivo quando colocava pra fora do puteiro os arruaceiros e os punheteiros que pegava no banheiro.
Caveirão tinha um tipo atlético, alto, olhos verdes, com às garotas ele encarnava o tipo Dom Ruan, fala suave, às vezes gestos delicados um certo charme e um pouco de cultura aprendidos nos livros e principalmente com à vida.
As meninas eram o forte da casa, e como davam lucro! Belas, corpos voluptosos, algumas foram até capas de revistas. O tio do Edu tinha uma grande queda por uma das meninas, Eva, simplesmente Eva.
Eva é o seu nome artistíco usado nas noites de orgia, um metro e setenta e dois de puro prazer. o seu número de strip no ferro ao som de um blues.... VOCÊ NUNCA VAROU/ A DUVIVIER ÀS CINCO/ NEM LEVOU UM SUSTO/ SAINDO DO VAL IMPROVISO/ ERA QUASE MEIO-DIA/ DO LADO ESCURO DA VIDA/ NUNCA VIU LOU REED.......ia abaixo, ou melhor dizendo: ia acima àquela coisa que todo homem tem nos países baixos. Caveirão se postava, às vezes sentava e pedia uma dose dupla do melhor uísque, parecia um cliente quando ouvia o começo do blues que encarnava à sua nerfetite, abandonava o seu posto e nesse momento ele se sentia como se fosse o dono do estabelecimento, e aí de alguém se vinhesse reprimi-lo, pois tamanha era sua moral junto aos donos do "Héden".


Josh













terça-feira, maio 29, 2012




"Meus heróis morreram de overdose", assim diz a letra de um grande letrista do rock nacional.
E eles continuam morrendo, dos tragos amargos, o mal do século é solidão, do estrelato que sobe, sobe e explode numa via lactea!!! O que não morre são seus versos, a voz roca, a voz inconfundível, triste e renitente, alegre e infinita.
Tributo, quantos foram feitos depois que uma das maiores bandas do mundo chegou ao "game ouver"??? Os besouros voltaram, tiveram um substituto?
Tributo nada mais é do que: manter vivo, matar a saudade, uma saudação aos GRANDES!!!
Os "GRANDES" morrem jovens.... já sua arte resurgi, permanece viva, adormecida e jamais morta.


Josué Matias    

A vizinha




Segurando com as pontas dos dedos, seu peso parece duplicar e a força que faz é descomunal. Um dos pés se apoia em falço o medo o invade e começa a sentir caláfrios, olha a altura e imagina a queda que com certeza deixaria sequelas. Tenta se apoiar mais firmemente com o pé direito, o outro o esquerdo escorrega e ele tenta sem sucesso firmar os dedos, a queda é certeira.
Cai de uma altura de cinco metros, o seu peso na queda se sobrepõem a perna esquerda onde há uma fratura exposta. A dor provoca um gemido seco que se mistura com o eco dos latidos cada vez mais próximo, ele abre os olhos e se depara com dentes amarelados e uma babá viscosa escorrendo daquela boca cheia de fúria. Sente os dentes penetrar no seu braço e ficar fincados como uma punhalada.
Grita e pede por socorro, Seu Raimundo escuta e se depara com a cena. -Sai Fidel!, Fidel, Fidelll!!!!
E nada, o pastor alemão continua ali....como se dissese: -vou dar um corretivo no invasor.
Seu Raimundo corre e liga a mangueira, começa a esguichar em cima do Fidel e só assim consegue acalmar o pastor.
-Vizinho, vizinho!
-Oi,
-Tudo bem? Desculpa te atrapalhar.
- Não, sem problema eu dei pause....
- Eu estava vendo daqui, é um filme mudo?
-Nossa, como você consegue ver daí...?
-Há, nem está tão longe assim.
-É você tem razão, mas é feio ficar bisbilhotando os outros!?
-Vai dizer que você as vezes também não dá uma olhadinha.
-É....
Ele ri.
-Voltando a sua pergunta, é mudo e foi filmado em 1926 é um filme do expressionismo alemão.
-E fala sobre o quê?
-É baseado em uma grande obra de um escritor alemão "Gothe", onde um ancião "Fausto"que é representado de forma geral como sendo o próprio povo é colocado a prova pelo diabo "Mefistófoles".
O diabo numa discursão acalorada com um anjo diz ser dono de todo o mundo, o anjo diz que não. No meio desses insultos e afirmações, Mefistófoles propõem ao anjo uma aposta, que se ele conseguisse enganar Fausto a terra seria sua. E Fausto que era um homem temente a doutrina e a Deus aos poucos é corrompido.
As doenças a peste e a fome vai dizimando todo o seu vilareijo, ele clama por uma ajuda divina que não vem e a sua saída em um momento de fraqueza acaba sendo se filiar ao mal.
-Nossa.... dá até medo!
-É apenas um filme, e que por ser um filme vai além do seu papel, que para muitos é mero entretenimento.
-E o final é arrebatador.
-Se você quiser eu te empresto.
-Não!eu não gosto desses filmes, posso ter pesadelo.
-Tudo bem, mas e aí o que você quer com o seu vizinho?
-É..que o meu chuveiro não está esquentado, será que você poderia dar uma olhadinha?
-Bom....eu não sou muito bom nisso, mais posso tentar.
-Sobe aqui!
Ele pula o muro, intrigado e desconfiado que outros vizinhos pudecem vê-lo, se tivesse que entrar pela frente da casa.
-Entra, não repare a bagunça.
-Não, magina...você já olhou a chave geral?
Ele pergunta e ela que responde quase gritando de dentro do quarto.
-Não! olha para mim enquanto eu acho um alicate.
Vai até o quadro geral que fica no corredor, abre a caixa e testa os dijuntores. Aparentemente vê tudo normal, volta para o banheiro e nada dela aparecer.
Dez minutos se passaram, ela começa a chamá-lo. -Vem aqui, me ajuda com essa caixa!
Ele entra e fica pasmo: Ela em pé sobre a cama de calçinha vermelha com espartillho, os braços esticados tentando parecer uma simulação para alcançar a caixa, seios fartos à mostra, a brancura do seu corpo e o seu olhar, o seu olhar!?
Uns olhinhos escuros e penetrantes piscavam vivamente, na boca o baton vermelho com um sorriso cínico que dizia quase que parecendo susurrar em seus ouvidos.
-Me ajuuuuuuda!
Ele foi até ela, e ela na mesma posição. Encostou por trás e pegou a bendita caixa, continuou encostado nela sem largar a caixa. Ela toma a caixa da mão dele e se vira largando a caixa.
Aquele momento de extase é interrompido por um barulho vem de fora. O portão se abre o barulho do carro, ela sai e vai olhar pelo vitrô da cozinha, volta desesperada. -É meu namorado!
-O que eu faço!? se esconde.
-Onde?
-Aí não, não!
Ele pula a janela, desesperado se segura como pode....
Ela fecha a janela.
-Oi amor, chegou cedo!? -parece que eu estava adivinhando....
-Gostou?
Nossa, esse espartilho, uhhhhhh!!! gostosa, você tá linda!

Josh









quarta-feira, maio 09, 2012

Quem mais mal causou a humanidade?









Quem mais mal causou a humanidade: Os bancos, a igreja ou as guerras?
Em um programa de entrevista da tv cultura "Provocações" o apresentador Antônio Abujamra costuma fazer essa pergunta ao entrevistado.
As pessoas que acompanharam na mídia no início desse mês de maio, o esforço do governo para tentar baixar os juros. Primeiro com a diminuição de algumas taxas dos principais bancos públicos, como há uma concorrência entre bancos públicos e privados, o que se pode esperar  com essa medida do governo é que os bancos privados também baixem os juros abusivos cobrados dos brasileiros. 
Segundo passo do governo foi a mudança na cardeneta de poupança.
Voltando a pergunta do Abujamja caso eu fosse o entrevistado: Eu diria que os bancos.
Por quê os bancos?
Porque financiaram e continuam financiando tudo isso!? As guerras, o poder da igreja no feudalismo, o poder das ditaduras, a fome, a miséria causada pela dominação do mais forte. E quando vejo propagandas desses bancos em rede nacional, me dá asco!
Os bancos arrecadam muito e os investimento que deveria se revertido a quem os financia é pífio.
Exemplos não faltam: filas, demoras no atendimento, poucos caixas ativos, constrangimento na porta rotatória, segurança para eles sim, agora para  os clientes não!!!!, se realmente existisse não veriamos quase que diariamente pessoas sendo mortas e roubadas na  famosa:" saidinha de banco" .
O que eles investem nos ditos programas sociais através de suas instituições é nada! referente ao que se arrecada com suas taxas, e que são as maiores do mundo. 
Os dois maiores bancos privados do Brasil juntos, arrecadaram mais de cinco bilhões. O que se contesta  aqui são os juros e a forma de como esse  dinheiro depois é revertido em ações: emprego, educação, segurança e investimentos que desenvolva o  crescimento do país. Mesmo porque se perguntássemos: Quem financia os bancos??????
A resposta seria contraditória com base em tudo o que foi dito. 



Josué Matias

domingo, maio 06, 2012

VIRADA PASSIONAL




Blim, blom!
Próxima Parada...., estação da Sé!
Levantou-se, quase passa à sua estação. Vinha sentada do lado esquerdo do trem, ao seu lado uma senhora lia um livro de auto-ajuda, " Descanso do corpo, descanso da alma e descanso do espírito ,faz de você uma pessoa forte para enfrentar as dificuldades." Visualizou este parágrafo, e não deu continuidade ao raciocínio. Sua concentração estava toda perdida na paisagem, como fresh visualizados na janela do trem. "Uma Fábrica com um pátio imenso lotada de carros zero quilometro, terrenos báldios, um gato pulando o muro, um bosque com árvores de copas altas, seu olhar percorria fixo os trilhos do outro lado da linha do trem que vinha em sentido contrário". Frases iam surgindo na sua cabeça: -Você é uma inrresponsável! Como é que pode!? Eu juro, eu ainda te mato!
Mato, eu te mato!
Essa última palavra e as paisagens vista da janela, como um martelo martelavam  e lhe dava um pouco de ância.
Saltou do trem, a medida que ia subindo a escada rolante, aqueles pensamento se perpassaram. -Eu amo as tardes de outono, um viozinho nesse frio, esses dias que parecem tão tristes...pensou consigo.
O aglomerado que um dia antes era de carros, pombos e pessoas. Sedeu lugar  a um mar de gente, homens, mulheres, velhos e crianças. Com uma quase totalida de jovens, com seus sorrisos e olhares embebecidos por algum tipo de inibidor comportamental.
- Alô
- Oi, onde você está? eu já cheguei!
- Olá..., na entrada da catedral!
- Beleza, em um minuto estarei aí.
- Nossa! linda, você está linda!
- Brigado.....
- E aí, como é que foi?
- Ele ficou puto! falou um monte, mais eu consegui dobrar a peça...falei que viria com uma amiga.
- Otário!
- Eu não gosto que você fale assim!
- Descupa!
- Nós vamos nos divertir bastante, tem umas bandas de pagodê e samba que queria ver, pena que eu não vi sertanejo na programação....
- Nossa, gosto é gosto!
- Você não vai começar, vai? Só porque você se acha a intectualzinha!?
- Não é isso, é que eu simplesmente não curto...
- Mas a gente já tinha combinado....você vê o que o gosta, eu não opino e vice -versa.
- Certo.
- E você já olhou a programação?
- Eu vi em casa pela net, tem uma banda de jazz e blues gringa, Lou Donaldson. Tem também a banda Golpe de Estado que eu queria muito ver, umas peças de teatro, "Os sete gatinhos" de Nelson Rodrigues," A voz do provocador" de Antônio Abuljamra e....tem mais coisas, só que se eu for enumerar e ver todas, não vai dar para a gente curtir o seu pagodinho.
Ela dá um sorriso falso, só que ele não percebe.
João Roberto e Liz se conheceram na crechê.
Ela casada mãe precosse, formada em química trabalhava em uma empresa de perfume. Ele solteiro, trinta e quatro anos, branco alto, bonito, usava muito perfume e por onde passava ficava o rastro, gostava de ler gibi de super-heróis, era sempre cordeal e educado com as mães quando recebia os filhos delas na portaria da crechê onde trabalhava.
Liz costumava chegar cedo para pegar seu filho, como as crianças só eram liberadas no hórário estabelecido, ela ficava esperando. E numa espera dessas começou a se engraçar com João Roberto.
- Trouxe um vinho.
-Vinho! argggg! é doce?
-Não! ué....toma cerveja! Nossa que demais esse show!? Olha, escuta esse solo de sax....muito bom...
uhuuuuuuuuu!!!!!
Horas se passavam, entre um show, entre um espetáculo...
- Caralho! esse aí é o Ravengar, hahahaha!
- É ele mesmo...é um provocador! Abuljamra, ele fez o papel na novela que "Rei sou eu".
- E ái, gostou da peça?
- Há...muito texto, o cara não para de falar.
- É....mas são textos lindos que nos levam a refletir, é este o intuito de uma peça teatral: provocar, chocar no sentido de mostrar caminhos, caminhos que muitas vezes por falta de uma reflexão se tornam intransponíveis, e é no teatro, nas artes que encontramos a reflexão que falta e que também liberta. 
- Minha gatinha sabichona linda, agora você falou bonito que nem o Ravengar.
Ela ri.
- Eu tenho uma idéia, como já está tarde e estamos mortos de cansaço.
Ele aponta, com um sorrizinho sacana: Motel" Fim de Noite"
- Uma suíte por favor......
Ela está nua no banheiro, fica inerte embaixo do chuveiro, seu corpo molhado...
Ele sentado na cama nú, olha para ela e começa bater uma punheta...
Ela em transe, olha para ele e pensa, - não merecia isso, não merecia isso!
- Eu vou embora, eu vou embora!!!
Seu pau duro começa a jorrar porra, -ahhhhhhhh, ahhhhhhhhh! 
- Filho da puta!
Ela se veste e sai em disparada, João Roberto continua deitado naquela excitação toda, e aos pouco vai caindo na real.
- Liz, Elizabete, Liiiz, caralho!!!!
Paga o motel e sai atrás dela.
- O que houve, você saiu que nem uma louca, por quê?
- Acabou, acabou João Roberto!
- O que eu fiz? eu não entendo, estava tudo tão bem entre a gente!
- Ele não merece....
Ela começa a chorar, da sinal para o táxi e parte.
- Espera Liz, Elizabete! eu te dou uma carona....
João Roberto corre até o estacionamento, sai em dispara na sua moto potente ziguizagueando por entre os carros, alcança o taxi já parado, procura por Liz e vê ela descendo as escadas, perto dela .....grita. -Elizabete!
Ela olha.
Crava no seu peito o punhal dado por ela, a ele de presente, Liz cai rolando pela escada.
As pessoas começam a gritar e sair correndo em despero.
João Roberto senta na escada e num choro convulsivo, olha o sangue vivo que escorre pelos degrais e que pareciam querer levá-lo ao encontro do olhar sem vida dela.


Josh






terça-feira, maio 01, 2012

Tão forte e tão longe

Ela apareceu aqui numa noite dessas, vinha me convidar para assistir um filme, um filme emocionante que contava a história de um garoto, a sua relação de amizade com o pai e um certo distanciamento afetivo com a mãe. O filme mexe um pouco na ferida...pró - atentados, 11 de setembro nos Estados Unidos, o pai morre nesse atentado, ele estava na queda do World trade center. Aí começa a busca do filho pela amizade que talvez tivesse se perdido, e esse recomeço tão difícil vai ficando emocionante na medida em que ele, aos poucos vai  reencontrado novas amizades pelo caminho dessa que se foi....
E o mais engraçado é que acabei assistindo o filme depois e sem ela, a gente ficou convensando naquele dia, tomamos umas cervejas, fazia muito tempo que não nos viamos, já se passava das quatro e suas palavras continuavam saindo, nun descompaço lindo sem tropeços, como os passos dos cadetes no desfile de 15 de setembro. Continuamos.... e depois de um certo tempo resolvemos ir para cama, a música passeava pelo quarto, sentia no seu olhar perguntas que eram feitas e que ela fazia para me provocar, pois... já sabia a resposta.
Foi uma noite intensa de sexo com amor, adormecemos. Acordei ás dez, ela continuava dormindo. Parado encostado no batente da porta da cozinha, orbservava e podia sentir a sua respiração num sono profundo e suave.
Fui comprar pão, preparei o café, ovos fritos com queijo. Ela acordou tomamos o desjejum e contiuamos nossa conversa, trabalho, família, sonhos, filmes, teatro, música e o amor dela
pelos bichos.

Ela se foi....saiu as ás dezesseis. Fiquei estático olhando pela
sacada, o som das buzinas que vinham, o barulho violento do caos que eu gostava, a sua beleza passeava incólume por tudo aquilo. Continuei observando a sua ida sem volta......
  

Josh

segunda-feira, abril 30, 2012

Minha fazendinha



A mídia impressa e televisiva, vem quase que diariamente nos bombardeando com relatos escusos envolvendo Carlinhos Cachoeira e alguns de seus cúmplices: políciais, políticos, empresários, funcionários de várias escalas do poder público.
Um grande esquema armado foi desbaratado pela PF.
Muito dinheiro foi gasto para: subornar, presentear e influênciar essas pessoas. Com qual objetivo?
A via política e a via polícial, são duas vias importantes:Numa se faz as leis, na outra o cumprimento dessas leis. Através de pontos fracos, ele corrompia algumas células dessas vias, tornando-ás cancerigenas.
O seu único e exclusivo desejo: favorecimento pessoal!!!!
Cachoeira é um empresário do jogo, um tipo de jogo que é condenado por essas duas vias, como sendo uma contravenção, isto é, algo proibido que não está de acordo com as leis e normas estabelecidas por essas vias que são facilmente corrompidas.
A pergunta que faço.
Nesses mais de quatro mil municípios no Brasil, quantos "cachoeiras", " prefeitos" e "coronéis"devem existir??? pois continuam fazendo da cidade que vivem ou que governam , verdadeiras fazendas particulares???!!!!Para uso restrito e pessoal!!!!


Josh

terça-feira, abril 24, 2012

Jack


Madrugada chuvosa, 13 de maio. O vento que entra pela fresta, o miado do Jack.
Despeja um pouco de leite gelado na lata vazia de sardinha.
Anny, Anny....
é sempre assim, o ronronar a sua inútil presença...coroa a lembrança dela.
Ela se foi....California, os deixou...
Recebeu uma proposta de trabalho.
Estatu e grana, pra Anny.... sempre esteve em primeiro lugar.
Alguns meses se passaram. Nenhuma carta, tefonema, email, nada!
Filha da puta!
Um trago, para aliviar a angústia. No sobradinho as paredes estão desbotadas e os tijolos a vista, por dentro é aprazível e nas quintas toca blues e rock-rool. Ele gosta de estar ali, se deslumbra com a vocalista, com as letras e no seu cantar melancólico a frente da banda" NOSSA VIDA NÃO VALE UM
AMOR DE UM MULHER".

Josh

terça-feira, março 29, 2011

Saudade

Olhando as luzes do ponto mais alto dos edifícios
Numa noite fria na praça Roosevelt
Entre um bar e outro
No cine Belas artes ou numa peça no parlapa
Gran-finale
Eis sua vontade
Esmurrar a cara do mundo
Bela
Eu te encontrei
No submundo da rua
Da letra cantada por Tom zé
Da amurada seu olhar fica distante
Vê uma lua sem brilho ofuscada pelas nuvens sombrias
Não senti o silêncio 
Ele não dorme num céu de asfalto
Mas, logo se distrai com Flaubert na estante
Ela fica assim
Escondida por entre os dias, por entre os anos
Ou, que nem poeira por entre os cantos
Vem de mansinho
Parece que trazida pelo ar que sopra nos dias triste e vazios
Deixo ela entrar
Por essa noite pode ficar
Tenho um pouco de run
E os vinil do Raul pra embalar

Josh




domingo, março 20, 2011

Ana Beatriz e.......

-Seu filho da puta!
-Olha como você fala comigo, sua vadia!
-Vadia? vadia é a sua mãe!
-o quê?
-É isso mesmo, tá surdo?
-Sua louca, vem aqui!
Ela saiu bateu a porta e só voltou no outro dia da casa da mamãe, esquecendo completamente do furacão
Katrina do dia anterior.
É....
Eu acho que eu peguei pesado, chamando ela de vadia e louca, louca até que ela se enquadra. Mas ela também foi foda....chamar a minha mãe de puta e vadia, aí não dá!
Conheceu a Ana Beatriz no baixo Algusta em um bilha, um boteco daqueles que lota de almas "lost" depois das cinco.
Era um sábado que já havia se tornado domingo, fora do bar um sobe e desce de pessoas que eram acompanhadas pela garoa que caia.
Ela estava com quatro amigas, ele pensava com seus botões: o que quatro mulheres de rostos angelicais faziam a cinco e pouco da manhã num purgueiro como aquele...
Elas não eram o que vocês estão imaginando...ele a primeira vista desconfiava, mais não, isso não...!
Com uma beleza descomunal, ao mesmo tempo que ele olhava para uma seu olhar se desviava de encontro
a ouitra.
Ele achava que ela fosse a chefe da "gangue", com um olhar superior e algo que ia além do que as outras transmitiam.
Cansou de só observar e resolveu cair naquele abismo, foi até uma "junk box" e no meio de tantas "pérolas"
achou algo que não se comparava em nada à áquela lista musical dedicada a solitários etilícos.
O que ele havia achado na junkizinha surrada pelo tempo, um hino dedicado a outros tipos de solitários. "solitário etilícos sobrios", esses sim: vádios, beberrões, româtincos "os românticos tem sempre que se foder", politizados, odiados e que por vezes vêem o sol nascer da sargeta.
Inocentes!!!! essa era a banda.
"Só eu e a noite fria
Que me leva pra qualquer lugar
Não sei o que procuro
Nem sei se vou encontrar
O vento me diz coisas
Que nem sempre consigo entender


De bar em bar
O gosto amargo do trago
Eu rodo, rodo, rodo...
E estou sempre no mesmo lugar"

Voltou para mesa.
-Foi você que colocou Inocentes
-Foi
-Que jogar com a gente
-Sim
Camila! você disse que tinha cansado, já arrumei um parceiro!
Começaram a jogar ele sempre foi meio ruinzão na cinuca, tanto que de três partidas ganharam só uma.
Pararam de jogar e sentaram os cinco na mesma mesa, ele perto dela, Camila, Morgana e Júlia ao redor.
A conversa se prolonga e elas contam que estavam fazendo uma despedida de solteiro para a Júlia e que depois da balada resolveram estender até ali...
E como uma despedida só é despedida se...
Dizia-me a Camila sem completar a oração deixando que eu imaginasse....as três começaram a rir, ela olhava para ele séria.
-Você fuma
-Fumo
Sairam os dois para fumar, acendeu o cigarro dela e a garoa continuava firme.
Fitou aqueles olhos castanhos que em contraste com noite se tonavam escuros, foi se aproximando e cada vez mais perto, abraçou-a e ela retribuiu só que bem mais forte. Foi tomado por um impulso....
Ali ficaram alguns minutos se contemplando, beijos, abraços invasivos e abusivos para os olhares alheios.
-Vamos sair daqui!?
-E suas amigas?
-Eu falo com elas
Sentido paulista pararam no primeiro prédio com fachada de luz neon.
Com as luzes acesa fez questão de comtemplar toda aquela beleza nua, ela vindo em sua direção e em uma de suas mãos um copo com "tennessee", despejando sobre ele começou a roçar com a lingua em movimentos leves, dedos, olhos, boca até chegar ao ponto cuminante.
Ali os dois numa frenezi sentiram o real sexo com amor.
Assim foi o primeiro encontro dos dois, depois desse encontro um dia talvez dois foi o muito que ficaram longe um do outro.
Cada vez mais rotineiro os seus encontros, regado a álcool, rock-rool, sexo, muito sexo. Eles eram bem etilícos e bem parecidos.
Ele "Gostava do Bandeira e do bahaus
De Van Gogh, dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud"
Ele "Gostava denovela e jogava futebol de botão com seu avô"
Os meses os dias da semana passaram....Como aquela canção " Mas tudo passa / tudo paaassa...."
Decidiram juntar os panos de bunda e como o vício que vicia e tem suas consequências. Vieram as brigas, ciúmes, verdades, mentiras, chingamentos onde os pais eram o alvo predileto.
Pedro, ele se chamava Pedro.
E hoje depois do fim....ele se pergunta onde...., e sente falta.... "sexo com amor".

Josh

quinta-feira, março 17, 2011

Lugar nenhum







Corro para esse lugar
Aqui onde o vento sopra
E é tão forte
Quanto o vento que roça o bananal
E os rostos inquietos  que descem a serra do cafezal

Corro para esse lugar
De encontros
Do velho Ribeira com a imensidão do mar
De desencontros
Dos olhos castanhos
Na rua de pedras
Numa quarta de cinzas
Não mais vai voltar


Corro para esse lugar
1990
Contra sua própria vontade
Trouxe consigo
Eros
E nas tardes de domingo
Um imenso vazio
Vem de mansinho
Se aproveitar


Corro para esse lugar
Aqui onde laços de sangue
Para sempre vão morar
E num céu sem estrelas
Fogos de artifício
Anunciam o novo ano
Uma certa nostalgia paira no ar


Numa sexta de chuva
Numa noite sem lua
Já se passam das vinte duas
Corro para esse lugar
                                          
Josh

sexta-feira, dezembro 17, 2010

EFÊMERO

Corre por labirintos e ruas numa frenesi
Seu porto seguro, coração
Pétalas caem, murcham assim
Destino
Deus
O efêmero na beleza das rosas
Há sangue
Nas mãos inimigas
No sorriso de vidro
Na cidade de arranha céu
Não aceitam, custam a aceitar
Que o efêmero das coisas
Sempre esteve sobre nós

                                                                              Josh