quinta-feira, maio 24, 2018

terça-feira, fevereiro 06, 2018

ISADORA, vugo, CARNE DE PESCOÇO

ISADORA, VULGO, CARNE DE PESCOÇO 


Novembro, a mulher conversava na calçada com a vizinha, minha filha brincava no quarto, eu detestava, já havíamos discutido outras vezes com ela sobre o portão escancarado enquanto ela batia papo. Eu não gostava, era a síndrome, o efeito daquele programa que eu com uma certa frequência comecei assistir todas as tardes, só se falava em desgraça, desgraça alheia com todas aquelas mortes, e histórias tristes, de alguma forma aquilo tudo me deixava em alerta.
Teve uma certa vez em que brigamos feio, eu acabara de chegar do trabalho, o portão escacarado, da rua dava para se ouvir a musiquinha do desenho animado, minha filha quando meu viu continuo hipinotizada pelo desenho da porquinha, olhei pelos comodos e nada da mulher, aquilo me deixou possesso, bati na vizinha e lá estava ela, sentada com uma xícara de café na mão, quando me viu esboçou um sorriso, eu simplismente fechei a cara, toda minha raiva fora investida contra o portão, soquei com tanta força o partão ao fecha-lo, que uma parte do reboco se desprendeu do teto.
Ela entrou logo em seguida esbravejando e dizendo que não ia limpar aquela sujeira. Discutimos, ela sabia que estava errada, minha filha sozinha, a casa arreganhada enquanto passava a fofoca em dia e tomava chazinho das cinco.
Naquele dia lembro qua sai, sai pra evitar o pior, meter a mão na fuça dela.
O bar do Arimatéia estava movimentado aquela hora, Denis, Gordo, Rodrigo, Bahia, Paulinha, estavam num papo acalarodo, olhei para mesa e contei 13 garrafas de cerveja, Paulinha quando me viu, levantou e venho me comprimentar, ela perguntou baixinho se eu havia brigado com a carne de pescoço, eu esboçara um sorriso e balançara a cabeça confirmando.
Paula, Paulinha e eu tivemos um lance, algo que ainda não fora terminado, e sempre quando estavamos juntos ela cutucava a velha ferida.
Nesse dia da discução eu fiquei no bar do Arimatéia até às cinco da manhã, às oito eu teria que estar no trabalho, passei em casa, os pedaços do reboco continuavam no mesmo lugar, tomei um banho rápido e sai, antes beijei minha filha, a mulher, era bem provável que estivesse acordada.
Passei pelo bar do Arimatéia rumo ao ponto de ônibus, a porta de aço estava com a metade abaixada, me abaixei pra da uma olhadinha, Paulinha ainda estava, quando ela me viu me agarrou, e insistiu em me levar até o ponto, ela morava pertinho, bastava subir o escadão, ela insistiu, queria a todo custo me fazer um café, eu sabia qua as intenções dela eram outras, entramos.
Sou acordado com barulho de copos caindo e se quebrando pelo chão, uma pistola agora está apontada pra minha cara, Paulinha está nua, dorme profundamente ao meu lado, aquela arma apontada, o cara raivoso vai até pia e enche um copo com água, joga no corpo da Paulinha, ela dá um pulo, e começa a xingar.
-Abaixa o tom filha da puta, que porra é essa, que porra é essa, ein?! Quem é esse comédia que tá fodendo a piranha da minha irmã?! Rapa daqui filho da puta, depois eu acerto as coisas com você!
Eu tive que sair, passei a maior humilhação da minha vida, o filho da puta não deixou que eu pegasse minhas roupas, sai rua afora só de cueca.
Apertei a campanhia, a vizinhança toda me olhando, alguns riam, eu não sabia onde enfiar a cara, a minha mulher também aproveitou, eu esmurrava o portão, chamava ela, só depois de uma eternidade ela abre o portão, ela não diz nada, minha filha está arrumada, pronta para a escolinha, as duas então saem, eu sinto o olhar fuminante de ódio da minha esposa.
Aquela dia eu não fui trabalhar, nem no seguinte, foram quatro canos, quando eu voltei, vi nitidamente na cara de todos o olhar de piada, o bahia espalhou geral, a minha chegada triunfante naquela manhã primaveriu.
Virei piada, e pra completar fui demitido.
A mulher depois do ocorrido, há alguns dias não me dirigia a palavra, ela começou a me odiar, eu não sentia o seu ódio travestido de perdão.
Passara-se semanas e aos poucos as coisa fora se normalizando, a velha rotina, eu continuava em casa, estava desempregado, a mulher seguia com as suas manias, o portão escancarado, de vez em quando eu colava no bar do Arimatéia, mas caia fora quando começavam com as piadinhas.
A Paulinha depois daquele dia nunca mais vi.
Os meus amigos disseram pra eu ficar esperto, o irmão dela não ia deixar barato, ele era assaltante de banco, e era quem cuidava dela, eles eram orfãos, e o amor que ele tinha pela Paulinha era quase que de um pai, daqueles pais bem rígidos.
Eu lia PARIS É UMA FESTA do Remingway, minha filha assistia tv, o portão escancarado, eu já nem me importava mais.
-Você é o Ricardo?!
-Que porra é essa, quem são vocês?!
Minha filha sai gritando de encontro a mim, eles a empurram.
O primeiro tiro rasga minha orelha, o segundo na barriga, o terceiro no peito, eu caio, a vista começa a fica turva, as páginas, as palavras são invadidas pelo vermelho vivo do meu sangue.
Acordei num domingo, minha filha estava ali parada, eu olhava para ela e só via aqueles olhinhos de espanto, lembrando vagamente daquele dia dos tiros.
Eu apaguei por longos três meses, foram três mese em côma, tivemos que mudar do bairro, uma casa maior espaçosa. A mulher se redobrava nos cuidados, apesar de tudo, voltamos a ser uma família de novo.
Tive que me reabilitar, aprender, começar de novo, a cadeira de rodas me faria companhia diariamente, na verdade ela estaria presente pelo resto da minha vida.
Durmia mal, os pesadelos me assombravam, a tristeza escostando pelos cantos da minha nova vida.
Nos meus sonhos, pesadelos, uma voz me assombrava, era uma voz parecida com a voz da minha mulher, essa voz  ria, ria muito, o portão rangia escancarado, a tv parecia estar no último volume, um filme do programa do Marcelo Rezende passava, eram pequenos flashs, cenas, pessoas ensanguentada, morte, a voz ria....ria muito, sussurros, a voz soletrava: VOCÊ VAI PAGAR, E U V O U M E V I N G A R...ME VINGAR...
Foram meses onde onde eu me sentia aprisionado. Pensava naquele dia, eu só de cueca depois do goso. Pensava na Paulinha e no filho da puta do irmão dela, ele me colocou na porra dessa cadeira, filho da puta sádico, só por causa de uma trepada, vai ver ele comia a própria irmã, é...ele comia a Paulinha, ciumento desgraçado, foi por isso, era isso, o ciúme da irmã, foi por isso.... eu estava enloquecendo naquela cadeira de rodas.
Eu queria sair daquele pesadelo.
Um belo dia sou acordado, a janela é escancarada, os primeiros raios de sol miram minha filha que chora copiosamente, a casa está tomada por policiais, no canto minha mulher algemada me encara com um olhar frio.
Agora aqueles risos que por tanto tempo me assombravam, são reais, o riso invandiu todo o quarteirão estraçalhando mais ainda minha fodida alma.
Josh

segunda-feira, dezembro 12, 2016

quinta-feira, novembro 24, 2016

quinta-feira, maio 09, 2013

OLHOS VENDADOS

 
Palavras
Quando no coração e na mente não são internalizadas, composta do menor resquício de sentimento.
Palavras
São só palavras, como pedras brutas que machucam mutilando nossas pobres almas.

A ótica de um um mundo melhor sem preconceito, sempre esteve no vernáculo.

A minha, a sua, Hetero, Homo....
Sexualidades
Olhe para os meus olhos, esquecerá da cor da minha pele
Todas as etnias 
Todos as religiões

A flora
A fauna distante da nossa racionalidade e nós tão próximos da sua irracionalidade.

No espelho as faces ocultas da soberba
Atire á primeira pedra
Diferente, diferenciado
Somos tão desiguais
Num mundo tão desigual

Mas... na maternidade
Algo singular, mostra o quão igual somos

O choro seco cortando o ar
Felicidade de primeira viagem

Crescer....
Aprender
Que o respeito pelo outro
Pode e deve vir do berço
Uns levaram meia vida
 
Pode ser na rua
Na escola

Outros... nem por toda uma vida 
Plantarão o ódio nos jardins, onde cresceram rosas pálidas, esquálidas
ROSAS DE HIROSHIMA
 
Que se levem uma eternidade
Mas...nos segundos finais....
Se darão por vencidos
Derrotados

Perda(e) sf.1. Ato ou Efeito de Perder .2. Morrer, Falecimento .3. Extravio, Sumiço .4. Destruição

QUE SOMOS 
TODOS IGUAIS
Josh

terça-feira, abril 23, 2013

AAAH LEK, LEK, LEK




VOCÊ JÁ SABE E ME CONHECE MUITO BEM
QUE EU SOU CAPAZ DE IR MUITO MAIS ALÉM
... O QUE VOCÊ IMAGINA

EU NÃO RESISTO ASSIM TÃO FÁCIL MEU AMOR
DAS COISA QUE AINDA QUERO FAZER MAS AINDA NÃO FIZ
NA VIDA TUDO TEM SEU PREÇO E SEU VALOR

EU SÓ QUERO DESSA VIDA É SER FELIZ
EU NÃO ABRO MÃO NEM POR VOCÊ NEM POR NINGUÉM
EU ME DESFAÇO DOS MEUS PLANOS
QUERO SABER BEM MAIS QUE OS MEUS VINTE POUCO ANOS....
"Fábio Junior na voz do Rodolfo"

Quem aí....hoje passando dos seus vinte poucos anos e fãs do velho e bom rock "n"rool,
não se lembra do sucesso estrondoso que fazia essa banda, RAIMUNDOS, nas FMS, e nos seus shows que lotavam pelo país inteiro.

Raimundo com seu hard rock pesado, letras com um certo escracho crítico e muito palavrão. Balançavam a cabeça da molecada.
Um receita talvez simples que muitos tentaram copiar devido ao enorme sucesso, mas sem o dito talento aliado a sorte, fica difícil.

A banda ainda hoje continua na estrada, sem o sucesso que faziam antigamente e também sem o seu principal mentor, RODOLFO, compositor, guitarrista e vocalista.

Coisas do destino ele resolveu deixar a banda e cair de cabeça em outras vertentes, coincidência ou não, o insucesso agora da banda talvez seja medido pela falta da essência criativa que existia no começo.

Hoje o cenário musical desse gênero de boas bandas, bons compositores parece que ficou preso no passado, pois não foi dado uma sequência nos bons trabalhos que já existia dos grande compositores e muito menos de tentar igualar, talvez superar, o que já seria uma grande evolução.

Algumas bandas ditas de rock que surgiram e que vem surgindo até os dia de hoje no Brasil, o som que fazem e principalmente as letras das músicas chega a ser vergonhoso, mas em uma parte chega a ser bom, eles podem animar festinhas de pré-adolescente livrando-os das batidas infernais dos famosos pancadão.

Uma tarefa árdua, não é???!!!!!!


Josh

quinta-feira, abril 18, 2013

LES MISÉRABLES



Primeira página, notícia ficcional que permeia o imaginário
dos cidadões esquecidos, enganados e roubados pelo Estado.

"MÃE DE SENADOR MORRE ESPERANDO ATENDIMENTO EM
...
FILA DE HOSPITAL PÚBLICO"
"FILHA DE GOVERNADOR É RAPITADA NA RUA DA ESCOLA"
"IRMÃO DE DEPUTADO É MORTO POR MENOR EM AGÊNCIA: NA FAMOSA " SAIDINHA DE BANCO"
"SOBRINHA DE JUÍZ É MOLESTADA POR PEDÓFILO"
"PAI DE PREFEITO SOFRE ATAQUE CARDÍACO E MORRE EM ÔNIBUS PARADO NO TRÂNSITO"

Primeira página dos jornais: Mais um caso que choca, também mostrado pela mídia televisiva, sem cortes e sem edição: "Eis a vida rea!!!!l".

O Brasil acompanha em rede nacional mais um caso de violência.
Um joven é rendido na porta do prédio onde mora, o marginal com a arma em punho exige os seus pentences. Ele a vítima não exita e entrega tudo.

O infrator com o dedo no gatilho, um coração torpe, não se dá por satisfeito. Quer mais, muito mais....

O estampido corta o ar, o inoscente de costas tomba e o mais valioso..... também-lhe é tirado.

As câmeras de vigilância instalada pelas ruas da cidade faz com que nos tornamos os verdadeiros Brothers, o BBB horror da São Paulo real é transmitido em cadeia nacional e é confundido com o horário nobre ficcional.

A ficha demora a cair, na outra ponta desse iceberg os pais desolados esperam a liberação do corpo sem vida do filho pelo IML.

A polícia age rápido, graças a câmera que fragou o meliante.
Senão... caros amigos: mais um caso que se tornaria um número estatístico não solucionado.

O acusado é preso, o delegado anuncia:

O assassino é "di menor" e que fará 18 anos, mas ainda assim, devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente o mesmo será atuado como manda a lei, isto é, comprirá pena socio-educativa por no máximo três anos e muito provavelmente estará livre bem antes para poder continuar a barbarizar.

Até quando!?

Quando á família brasileira vai ter uma resposta dos "EXCELENTÍSSIMOS SENHORES".

Quando a lei será branda e haverá mudança nesse códico penal que favorece menores e que por isso continuam praticando os mais váriados tipos de delitos e o pior ceifando vidas de inoscentes.

"A VIOLÊNCIA É TÃO FASCINANTE
Afinal, amar o próximo é tão demodé
Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada"

Josh

PERFUME


Aqui é o meu lugar
Não há lugar sem essência
Lugares e suas essências
Bichos, pé de manga, coisas.....
E pessoas
Cada qual contribui com o seu melhor para o lugar
Uns....se incorporam mais, muito mais
São praticamente a alma do lugar

Assim, como um barquinho a vela perdido no vazio do atlântico, e no
pier o triste homem com a garrafa de JTB em punho, vem todas as tardes de domingo e se perde a contemplar

Assim, como a bela Lú que passa incolúme deixando para trás a essência do doce florata perdido no ar. Na cabecinha do bobo Jack a fórmula do perfume de mulher é desvendada, e ele começa a ter miragens eróticas tão bela quanto a pintura de Caravagio

Coisas, Bichos, pé de manga.....
E gente
Acabam-se, perdem-se, fogem, e morrem
Levando consigo o que existia de mais puro do velho lugar
A essência

Deixam para trás lembranças, saudades e sementes
Para talvez, quem sabe
Se assim o quiserem os seus.....
Voltar a semear o búcolico e velho lugar

Josh

segunda-feira, março 11, 2013

Da janela



Ela te espera
Mas no fundo, sabe que você.......não vai mais voltar
E é assim
Tem agora as tardes de domingo
"I put a spell on you"
A velha saudade

Tem
A beleza dos morros, que não são uivantes
Suas árvores com copas altas
Que ali....há um bom tempo vão estar
Neles a distância e sua grandeza 
Parecem só querer angustiar
Entristecer, talvez...

Ela te espera
Gostava muito quando vinha, assim...sem avisar
Mas ronco da enferrujada Harley, o dedurava
O sorriso no rosto
Era a cara da riqueza

Ela te espera
Mas como boa niilista
Custa acreditar.....
Se rende incredulamente
Pois dizem que há por aí
Um certo ser 
Chamado destino
Vivendo a nos espreitar 
E que dele
Não se deve ganhar

Josh






 

domingo, março 03, 2013

O que é a vida?



Merda!!! O sono...., levantou-se e foi até a cozinha. Abriu a geladeira, pegou a caixa e despejou
o líquido branco como a neve sobre o copo azul de plástico.
Bebeu em pequenos goles, ao mesmo tempo em que bebia o leite gelado, olhava as fotográfias na parede. Foi então que começou a refletir:
"Vida, ela nunca nos pertenceu, assim como tudo que há nesse mundo cão."
Somos marionetes nesse jogo de viver, ou apenas um contrato bem elaborado, sabe-se lá, feito por quem?
Onde segundos, minutos, meses e anos são estipulados para cada qual o seu tempo terreno, mas sempre contrariando o gosto do freguês.
Há sempre um revolver apontado, o dedo no gatilho pode ser de qualquer um, jamais o seu.
E assim esperançosos, românticos, romântico sempre!
Continuamos a caminhada. Mas fingimos não saber:
Os românticos tem mesmo que se foder.

Josh

quinta-feira, novembro 08, 2012

Amor de mãe




Olha para rua
E sente a chuva nua
Com sua frieza
Enchendo de tristeza

É como esperar alguém
Que nunca mais vai voltar

Olha no espelho
E sente medo
A lágrima
O acompanha desde cedo

Olha para o mar
A imensidão desola

Deixe-a amar
O amor maior do mundo consola



Josh









 

quarta-feira, novembro 07, 2012

"AGORA SÓ FALTA VOCÊ"






Um desses dias estava como de costume navegando pela net, mais especificamente o face, o odiado e aclamado facebook, foi quando recebi uma mensagem de uma amiga, me convidando para um reencontro com velhos amigos(as). Para variar acabei não respondendo se iria, ou não iria.
Durante o dia fiquei relutante, naquelas: vou, não vou.....
E lá estavam elas, somente elas....

Imaginei que a maior parte da galera ficou nessa: vou, não vou, e....realmente acabaram não vindo, talvez.... poderia ser por causa do dito dia: uma terça-feira a tarde, ou à namorada  enciumada que não deixou que o cabra vinhece, ou o marido,  ou o trabalho que empacou, ou questões de afinidades tão envoga nos reality da vida, enfim:

Quem vai estar?
Quem!? 
Ele!? Ela!? Uhhh, acho que vai ficar para próxima!!!
Quem sabe numa outra, lá no VIVOS!!!



Resumindo eu fui! Deixei essas questões de lado,....fui matar a saudade daqueles dias idos....pretérito mais que perfeito, o velho e bom passado....nostalgico.
O reencontro foi bom, regado a ceva gelada, aperitivos, fotos daqui, fotos dali e muita conversa.
Depois de tanto tempo bate uma certa curiosidade em saber como o outro está:

1. Casou?
2. Ainda está com ela(e)?
3. Terminou a facu?
4. Está trabalhando onde, ganhando bem?
5. Está namorando?
6. Ficou rico?
7. É sucesso?

Ou....pensamentos não ditos em palavras:
É melhor nem dizer, guarde só para você!

1. Continua gordinha(o)!
2. Nossa, ainda com esse aparelho, vai cair os deennte!
3. Continua linda(o) e gostosa(o)!
4. Ainda bem que ele(a) não veio!
5. Poxa, bem que ele(a) podia ter vindo!
6. Bem que ele(a)  podia ter ficado comigo!
7. Eu o(a) faria feliz!

É meus amigos, é para rir!!!
A noite continuou assim....linda! parecia que ia chover, mas não choveu, aliás, choveu, choveu sim: um tio, é..... um tiozinho!!!!, que veio dar encima das minas....veio todo....meio assim, sabe? Eu explico: Estatura mediana, branco, olhos.....não! aí... já é demais!? a cor dos olhos eu não reparei!
Reparei que ele tinha um português arrastado..... gringo! Uhhhh! As meninas já me deixaram de canto, é gringo!!!!!
Notei também que ele vestia uma bela camiseta, aquela roupa ficou presa no imaginário, e tentamos descobrir de qual carnaval passado o cidadão desenterrou aquela peça única.
E ele ficava, ia..... vinha com o copo na mão, com pinta de Don Juam do agreste, soltava um "The books on the table" , foi então que ele desistiu, quando percebeu que a nossa amiga loira, estava mesmo querendo mais uma loura: uma loura gelada, para dar àquela refrescada!!!!
Estava quente por de mais, dava para sentir na alma o calor dos trópicos de capricórnio!
E mais, a turma ali.... estava mais afim de bebemorar e só mais tarde....bem mais tarde, quem sabe namorar......
Mais aí, é outra história......para uma outra história.
Ou....quem sabe!?....para um outro e breve encontro.....só não pode faltar você!!!!
 
Josh











 

terça-feira, novembro 06, 2012

QUAL É A MÚSICA




Um dia de sol, em um desses lares de esquina, os copos cheios, os risos nas faces, vozes que ultrapassam o som dos carros, garçons perdidos iguais carrinhos de bate-bate, a musiquinha ambiente que sai das duas caixinhas empoeiradas cravada na parede do lado de fora, a letra da canção hipnotizava os viciados corações, e em uma das mesas ela.  Ele prostrado no balcão, e já no segundo drink, analizava as possibilidades de te-lá nos braços.
Tudo que sabia a respeito dela era pouco, mas o bastante e que para muitos caras da sua idade seria o principal. Ela é linda, aquele tipo de beleza que nocauteia todo e qualquer coração inválido.
Estatura mediana, olhos escuros, branca, cabelos longos, estava com um vestido que contemplava bem as suas curvas.

Parecia esperar alguém, uma garota assim não se dá o desfrute de ser só, de estar só, a beleza de uma mulher não precisa único e exclusivamente de um espelho que se quebra, e sim de espelhos que há vêem além dessa beleza que se desfaz com o tempo: pensava ele.

Por quase uma hora ficou assim: pensando... olhava disfarçadamente para ela, chamava o garçom, pedia mais um.... já era a terceira dose de vodca. Ela continuava ali firme, com sua beleza, seu charme, sua aparente delicadeza e a soma de tudo isso brindava e desencorajava os havidos de paixão a tentar uma aproximação.
Mas, não o nosso amigo que já estava na quarta e sorrateira dose, foi daí que veio a inspontânea coragem.

- Oi
Ele assim sem pensar o que dizer, ali parado na sua frente e ficou por alguns segundos.
- Oi, você vem sempre aqui?
Ela começou a rir, ele sem geito, ela rindo, e foi então que ela disse:
- Oi..... senta aí!
- Desculpa eu não aguentei, é que eu lembrei das minhas amigas de quando uma vez nos reunimos e ficamos conversando sobre cantadas, e escolhemos a top das cantadas e foi justamente essa: Você vem sempre aqui. Eu falava para elas que ninguém nunca tinha chegado assim em mim, e elas diziam: a sua hora vai chegar Bel, e chegou!

- É o seu nome?
- É eu me chamo Anabel.
-  Anabel, é que.....eu fiquei paralisado, perdido, sem saber o que dizer e acabou saindo essa pérola, mas e você já está um tempão aqui, você espera alguém?
- Não, vinha descendo rua, e essa tarde de sol linda acabou propiciando esse meu encontro com o bar e consequentemente com você.

Ele depois de ouvir as últimas três palavras, ri descaradamente e pensa olhando nos seus olhos: mais tarde eu adoraria ter, você bem pertinho de mim, quem sabe lá em casa me olhando assim....

E vez o outra ele se perde dentro de si, encantado com toda  "LA BELLE DE JOUR", segundos como um piscar de olhos observa as duas caixinhas empoeiradas que solta um novo e velho rit do rock a cada momento.

Continuavam a conversar, agora risos acalorados, como se ambos fossem próximos, talvez íntimos.

- Vamos lá para casa? Eu moro aqui perto.
Disse ela.
Saíram então, ela mora num prédio de esquina, subiram pelas escadas, pois sua quitinete  ficava no segundo andar, entram e a primeira coisa que ela fez foi abrir uma garrafa de vinho e ligar o rádio.
Pois o CD e colocou na sétima música, e diz sussurrando no seu ouvido: - momentos felizes as vezes merecem uma trilha triste, a gente se olha no olho e assim quem sabe consigamos enchergar nossas almas despidas.

E ela..... começa...... a despir-se, acompanhada pelos versos cantado da bela triste canção, pela luz fosca do abajur, e pelos olhos fixo dele vidrados no corpo dela.

"Dois Fantasma"


Josh













 

domingo, novembro 04, 2012

A DOR DO OUTRO




Nesses dias
A dor do outro bate forte no meu coração
A época da barbárie voltou
Predadores a solta pela selva de pedra
Já não se faz mais distinção
Uma coisa é certa
Vale mais o seu quepe
Do que um coração
Classe B
Classe C
Ou da socialyte desfilando com seu carrão

A vida antes andava pelas horas tortas
Pelos dias de verão sem preocupação
Pelos anos demorados

Hoje um segundo basta!
O estampido ultrapassa as fronteiras
Passe livre
Mais um corpo estendido no chão!
A minha, a sua
Vida se banaliza!
Se monopoliza!?
Nas mãos de um "dimaior" com arma na mão
Ou nas mãos de um ''dimenor'' sem noção
Agraciado pelas leis dessa triste nação

Onde andarás os três mosqueteiros?
Ops!!!! Digo Três poderes....
Da República Tupiniquim
Com seus governantes
E suas leis caducas que só condenam
Àqueles desprovidos que roubam-lhes o pão

Triste Nação!!!
500 anos de mortes
Primeiro os índios

Hoje por inércia dos políticos
A matança continua dizimando

Os que descende dos índios, dos negros, europeus, dos asiáticos, da miscigenação direta entre os povos
Tombam deixando seus órfãos

Oh!!!Pátria Amada Brasil!
Triste!
Rios de sangue continuam a banhar o teu solo
Onde flores cresceram para ornamentar as lápides
Dos que partem em vão!!!



Josh

















 

quinta-feira, novembro 01, 2012




Dizem que saio por aí
Meio assim, meio assim
Meio sorriso na cara
A tristeza carrego na alma

Finda
Tudo finda
Corre-se em vão
Por essas ruas de contramão

Destino

Para alguns consola
Perto do que se acredita
Desola, isola e não consola

E nessas noites inebriantes, há olhinhos que brilham, sexo à flor da pele, bocas volupitosas que cantam acompanhando o rei, que na voz do Marião é Roberto Embriagado.
Pode ser nas esquinas, no Noir ou no Parlapa. 
Augusta, as ruas!?
Os lares dos ébrios, sóbrios, e dos notívagos.  
Augusta rua com nome de moça.
A puta de todas as putas.
A santa de todas as Santas.
Que abraça todas as tribos, juventudes efêmeras.
Tombam assim como a noite engolida pelo dia, tombaremos não dos vícios e sim do velho e sorrateiro destino.

Saímos por aí querendo abarcar o mundo, sozinho!?
Tenho agora duas garotas, uma carioca e a outra diz que me adora.
Com um copo na mão, cauboy.... do bom e velho Jack.
É sempre "um não querer mais que bem querer". Procuramos alguém que preencha nossas sôfregas ilusões.

"Destino tenha pena de mim"


Josh





terça-feira, outubro 30, 2012

Roberto Embriagado




Saio por aí
Com meio sorriso na cara
A tristeza carrego na alma
Pode ser no Noir ou no Parlapa
O rei
Na voz do Marião
É Roberto Embriagado

Saio por aí
Com duas garotas
Uma paulista
A outra diz que me ama
Não buscamos nada
Talvez alguém
Que nos deixe com um sorriso inteiro na alma

Saio por aí
Meu espelho vive se quebrando
Há tantos por aí, iguais a mim
A juventude efêmera que a maldade dos homens apaga
Destino
Para muitos é algo que consola 
Perto do que eu acredito
É coisa rará
Subindo a velha Augusta, trôpego
A pergunta que faço
Porque não eu em vez de ti

Saio por aí
Eu e o Jack
Jack Daniels
A noite sempre finda
Pela marginal de todas as vidas
O vento não suaviza
Muito menos o raiar do dia

Saio por aí
Juntando os cacos
Tentando recompor os dias que marcam
Banhado em lágrimas
A saudade faz a tristeza
Sair da minha triste alma

Saio por aí
Sonhando com dias de paz
Uma trégua
Enquanto cantarolo
O Roberto, não mais embriagado
 

"Você meu amigo de fé/ meu irmão camarada....

Josh


 

quinta-feira, outubro 25, 2012

Angel




Não existem ganhos
Há sempre uma corda que bamba
E mentiras nos sonhos
Ébrio, pelo meio fio tomba

Não existem portos
Que atraquem essa dor
A deriva, pensamentos tortos
Crescem em mim sem o seu amor

Não existem espelhos
Que mintam e mostrem o que não sou
As horas, os dias velhos
Na hora do Adeus, um trago me consolou

Não existem verdades
O que olhos dizem vão além 
Me sinto livre, liberdade
Sábado dos anjos, "vem"

Josh












 

terça-feira, outubro 23, 2012

Um país se faz com homens e livros






-Tire a roupa que vou lhe usa!

-Mato memo, lavei minha onra!
-Sinhazinha, botou um par de chifre neu!!! 

- Cê tá querendo mi infrentar seu juiz!?
- Aqui em Ilhéus eu sou a lei, coronel Ramiro Bastos!!!

Enquanto isso em um Brasil não muito distante...."Vossa excelência" homens de "TOGA PRETA" julgam os coronéis poliglotas do século XXI, coronéis 'esses' sem o sotaque arrastado regional daquele "Brasil", imortalizado  em "GABRIELA"


Este ano foi comemorado o centenário de um dos grandes escritores brasileiro, "Jorge Amado". É pitoresco que no Brasil os "grandes", sejam eles na arte, nas letras, e na música, isto é, a grandiosidade da sua obra, só é reconhecida depois que o autor morre.
 "Tom Zé", um grande ícone da nossa música ficou anos no ostracismo e só passou a ser ouvido e reconhecido quando o lendário "Devid Byrne" do "Talking Heads" começou divulgar sua obra mundo afora. Foi preciso que um estrangeiro atesta-se a poesia psicodélica de Tom, para que as pessoas o valorizassem.
"Salvo excessões", os grandes artistas não tem o valor e o respeito que merecem enquanto vivos.  Como grandes difusores da nossa cultura, pensamentos são difundidos através da sua arte, trabalham e desenvolvem as pessoas na sua formação mais comprexa: para vida!!!
Será bem vindo toda e qualquer forma de homenagem, pois através desses gestos novas gerações passam a conhecer a grandiosidade da nossa música, literatura, pintura et ceterá.
Hoje muito do que o jovem aprende acaba tendo pouca ou nenhuma interferência dos pais, as grandes mídias ditam e interferem nessa formação.
E se os pais não estão atentos para filtrar toda essa "informação" que é vomitada em cima dos nossos jovens, cada vez mais àquele passado ditatorial, violento, ignorante, de miséria, fome e preconceito, continuará fincando sua bandeira de terror nessa grande nação, lotando as celas das prisões e colocando no poder pessoas despreparadas ou até preparadas, mas sem o adjetivo que molda todo grande e qualquer cidadão: o caráter. 
Sem esse adjetivo essas pessoas colocadas no poder democraticamente, se tornam em um  presente não muito distante o mal, que deve ser cortado pela raiz. São eles engravatados do colarinho branco!!!
E os seus crimes não recebem àqueles nomes feios, perjorativos dados a ralé e sim nomes pomposos dados somentes a grandes autarquias: PECULATO, CONCUSÃO, CORRUPÇÃO ATIVA, PREVARICAÇÃO ET CETERÁ... tendo como principal função: saquear a PÁTRIA AMADA BRASIL!!! 
 
Josh



 

segunda-feira, outubro 22, 2012

A Ilha de Deus




Os teus olhos tristes são um pecado
Também um presságio

Deixe-as parti como às águas da chuva para os mares sem fim
Seu rosto uma beleza que cala, com o tempo resvala
Correndo furtivamente para bem longe de mim

 
A surrada Fender com a corda quebrada
As fotografias
Nem acredito!....."Amor é um cão dos diabos" o velho Buk
Discos
Até o Louis que ela imitava

Abandonados....
 
O pequeno Jack esparramado olha contemplando a rua,
parece esperar...


Já me conformei...há sempre uma boa garrafa de tinto
Para acalentar a tempestade dentro de mim


Josh