"É muita estrela para pouca constelação"
Raulzito
sábado, abril 24, 2010
Deus
Noite
E tudo de mais
Bom ou ruim
Amor
Um trago
Run, Bacardi ou Maria mole
As agulhas
As esquinas malditas
Cheesburguer, coca-cola
E toda essa bosta de consumo
O caos de São Paulo
Das nossas vidas
Já reparou
Que o que nos faz mal
É o nosso bem prazer
Nos entregamos dias, noites após noites
Nem imaginamos
Nosso único propósito em encurtar
Vivemos sempre, sempre no meio fio
Eu saio de casa
Talvez
Nunca.....................................mais
Essa face
Que diz tanto
E não diz nada
De mim
Esse jeito singular
É só seu
Penetrastes em quantas trincheiras
Quantos corações
Quantas vidas
Nunca mais
Vai estar
Irônia
As flores estão todas mortas
Chocada!?
Enquanto você se choca
O mundo ouve
WHAT A WONDERFUL WORD
Josh
terça-feira, abril 20, 2010
O gosto do amanhã
Ao acordar
Lembro sempre do seu sorriso
De como ele foi verdadeiro
E me fazia tão bem
Nas manhãs
Nos domingos ensolarados
Com seus fins tardes se arrastando
Como uma mala
Dentro o passado mastigado
E lá se foi o seu sorriso
Me deixando aqui tristinho
Sabe Deus onde andarás
Em qual mesa de bar
Alcova
Cruzamento
Pobre
Paulista
Com Consolação
O amanhã
Dessas manhãs
Estão sempre a me desenganar
Que este teu sorriso fugidio
Nunca mais virá
Josh
sábado, abril 10, 2010
Crime e Castigo
Dizem que é castigo
É comigo é contigo
Crime
Do colarinho
Do planalto a Sertãozinho
Dizem que é castigo
Por ser pobre, negro, índio
Crime
É muito CO2 , perigo
No outono os dias são de Idílio
Dizem que é castigo
A arquitetura do palacete oficial é barroca
O povo vive sorrindo
Crime
Não são dos pingos
Chuva, lava minha alma
Não me venha como uma pororoca broca
Dizem que é castigo
Sobre o lixão
Que virou morro, casas foram erguidas
Crime
Ás aves negras e as bocas famintas
Continuam a repetir um passado
Dizem que é castigo
Com os braços abertos sobre à Guanabara
O dilúvio cai sobre o Cristo
Josh
quinta-feira, abril 01, 2010
O mal do século é solidão
Eu canto
A alegria
A dor
A angústia
Do mundo
Pais e filhos
Quem inventou o amor?
Eu canto
Camões
O verso de Oswald
Para futuro da nação
Geração coca-cola
Eu canto
Do planalto
As mazelas
O Brasil é o país do futuro
Eros, Thanatos
Persefhones, Hades
Eu canto
Meninos e meninas
As dores
Dos amores
Dos doze
Aos quarenta e dois
Eu canto
A paixão
A minha
A sua
A nossa
Solidão
Josh
quinta-feira, março 18, 2010
Se essa rua fosse minha
É fácil mentir
Quando a verdade
Se esconde dentro de si
É fácil fugir
Quando amor que tinhas
No outono deixou de existir
É fácil entender
Quando as palavras os versos
Traduzem os passos
Por caminhos
Que fiz
É fácil desenhar a cólera, de quem já foi feliz
Quando as pedras, as flores, os espinhos
E um coração forem feitos de giz
É fácil olhar e não enchergar o fim
Até Os cegos no castelo
A vida dos outros
São capazes de se consternarem por mim
Deixo a tristeza ir
Se em troca
Pelas ruas da Móoca
Me fizeres sorrir
Josh
quinta-feira, março 11, 2010
Coisas raras
Havia um tempo
Vivia por clamar
Esse tempo se perdeu
As cicatrizes que ficou
São como relâmpagos
Na mente
Dias pretos
Olhares cinzentos
Risos estilhaçados
A música conserva o meu estado
O cuspi das palavras na cara
É para chocar
Deus meu
Ele não sabe o que diz
Entendo
A sua dor prematura
Nascemos com ela
Vivemos
Morremos
Em algum momento
Ela vai se mostrar tão cruel
Somos todos alvos fáceis
Hoje acordei
Com tempo
O dia ainda parecia noite
Queria aproveitar o pouco
Sinto que ela virá
Sem ao menos me avisar
No jardim Cerejeiras em flor
E flores de todas as cores
Para todos os tipos de amores
No olhar castanho lacrimejante
Sinto
A provocação
Das ruas
Das mais humildes
Formas de vida
Josh
segunda-feira, março 08, 2010
domingo, março 07, 2010
Fim da linha
Os últimos raios de sol
Invadem a penumbra
Na face as lágrimas
Se mostram ocultas
No embalo do rádio
"La valse d' Amelie"
Por existir
Esse coração tolo naufragou
Essa falta
Grita, me esmurra
Reaja filho da puta
Pelas frestas da porta
O sol deu lugar ao vento
Frio cortante
Do mês gélido de agosto
Café, meu aprazer
Sinto frio
Sinto medo
Minhas palavras
Um rascunho
Que não se joga fora
Mas
Não chegam à ti
Seu olhar é tudo
A fraqueza dos olhos meus
Não alcançam mais a força
Dos olhos teus
Josh
sábado, fevereiro 27, 2010
Capricórnio
É mais forte que eu
Ceder jamais
O ódio que sinto
Não são desses dias turvos
Do trabalho que virou rotina
Dos caminhos
Que eu já sei onde vão dar
Da sua voz
Da sua alegria
Que vem
E me diz
Ainda assim
Eu sou feliz
O ódio que sinto
É de mim mesmo
Está em mim
Das madrugadas sem fim
Do copo americano vazio
Angel of Harlen
Desse amanhã
Que mente
O ódio que sinto
É de mim
Da paixão
Que esses olhos vivos não sente
Da paixão
Que esses olhos mortos sente
Eu sou....
De capricórnio
Josh
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Pretérito perfeito
Cansei de ser
Escravo de um porvir
Não vou temer
Vou fugir
Pelo breu das horas tortas
Roto sigo sozinho
Na bagagem flores mortas
E o seu retrato 3x4, trago comigo
No exílio
Meus cinco sentidos
Fui até onde minhas pernas e meu coração
Pudessem me levar
Em um outro alguém
Encontraste
A Liberdade
E, um novo
Sentir
josh
sábado, janeiro 16, 2010
Ao som de Eddie Vedder e muitas cervejas
Eu alimento o que não se deve alimentar
Minha tristeza
Não que eu seja de todo triste
A alegria em mim passa
Como uma nau à deriva
Que bom seria
Se o meu estado da alma
Fosse como um carnaval
Com suas cores, lantejoulas, alegorias
Plumas, paetês, o Arlequim, o Pierrot
A colombina, os risos
O giro da bahiana
A mulata com o seu gingado e os seios à balançar
Quanta alegria!!!!
Mas, por hora
Eu me contento
Em ser
Um homem triste
Só por hora
Josh
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Memórias "Acreditavamos que mudaríamos o mundo, a noite, sonhavamos e, durante o dia, comíamos os sonhos da padaria em frente" Alex polari
Acordei de madrugada, aos poucos fui me lembrando do sonho que tivéra.
É louco isso!...as neuras do dia-a-dia continua a nos invadir durante à noite.
Não consegui mais dormi e quanto a você, a personagem principal do meu sonho, continuava ali, presa no no meu pensar.
Abri a janela, lá fora por de trás das casas e da igreja, bem ao longe, o sol se coloca em seu trono e magestosamente começa o seu reinado.
O dia vai ser ensolarado e lindo.
Essa foi uma das observações que eu fiz e que por algum momento me tirou do foco.
Deitei de novo, fechei os olhos e nada, nada de sono. Levantei meio cambaleando, fui até a cozinha, acendi a luz, coloquei água para ferver, fui até o banheiro, me olhei no espelho, eu estava horrível, abri a torneira, lavei os olhos, escovei os dentes, voltei e passei o café.
Sentado no sofá, na primeira golada de café, senti um oco, um vazio imenso no meu estômago.
Peguei um livro para ler, "Memórias do subsolo" . Eu não consigo terminar, estou sempre voltando para o ínicio e nunca de onde eu parei. Isso tem um pouco a ver com as longas pausas que eu dou nas minhas leituras, com este livro em especial.
" Sou um homem doente...Um homem mal. Um homem desagradável. Creio que sofro do fígado. Aliás não entendo níquel da minha doença e não sei ao certo, do que estou sofrendo." Este trecho eu já tinha lido umas tantas vezes.
Fechei o livro não estava concentrado para à leitura, liguei o rádio, o que acabou sendo pior, pois a música que tocava, me trazia mais ainda aquelas lembranças.
É como uma dor de dente, quando você pensa que ela sumiu, ela vem ainda mais forte.
Doses diária, é foda quando você se prende.
Há uma passagem em um outro livro que eu estou lendo e esse eu estou conseguindo chegar ao final, que tem um pouco a ver com isso....de como a gente continua preso a tudo.
" Uma vez que se corta o cordão umbilical, a gente se prende a outras coisas.Vistas, som, sexo, miragem, mães, mastubaçãoes
assassinato e ressaca de segunda-feira" trecho do livro PULP de Bukowski.
Não que isso não seja bom, é sempre bom se prender em algo, esse estar preso, pode ser a nossa base, o nosso chão, uma outra realidade, ou um novo começo.
Me prendi ou me apeguei em algo, eu me"apego muito facilmente a tudo....", só que esse apego virou um desapego, um desprendimento e nos meus sonhos esse apego, esse estar preso continua ainda tão real.
Só nos meus sonhos!!!!!
Josh
terça-feira, janeiro 12, 2010
Feliz aniversário
Feliz
Por mais um ano
Por ainda estar aqui
Ao redor
Há tanta gente que não é feliz
Eu queria mesmo
Uma felicidade no plural
Felizes
Vou sair por aí
E onde houver sorrisos
Onde houver alegria que contagia
Vou me misturar
E no meio desse povo
Aquele teu sorriso
Vou encontrar
Feliz
Felizes
Ei de estar
Josh
domingo, janeiro 10, 2010
fuga
Algumas doses de JB
Fuga da realidade
Voraz
Pela janela do meu quarto
De um dia de domingo
Sinto a realidade
De como ela me devora
Me maltrata
Pensar nela
Dói
O amor negado
As pessoas que passam
E deixão uma caixinha com saudades
Aquele olhar para o presente, não brilha mais
Dói
Ver
A maldade dos coraçõesDo sangue no asfalto
Desigual
Casa, favelaEu ganho um milhão
Para matar a fome
Garapa
Eu quero é viver
Talvez eu viva
Fuga da realidade
Josh
terça-feira, dezembro 29, 2009
Vivendo e não aprendendo
Caminhava meio ébrio, a luz que iluminava os meus passos era de alguns postes, que ainda se mantinham em pé. Coisa difícil, pois tudo que fosse de metal era arrancado a força para ser vendido.
Estava a uma quadra da minha casa, nesse ponto já não enchergava mais nada o meio fio é que me guiava.
Com as mãos nos bolsos sentia e ouvia o tilintar das moedas, ao fundo os latidos dos cães que são os vigias da noite.
Esmurrei a porta, pois a chave, só agora me lembro que havia esquecido, chamei por ela e nada de ter uma resposta.Fiquei uns cinco minutos entre murros e berros, a porta se abriu.
-Boa noite!
Ela nem respondeu, também....eu pensei, já são quase quatro da madruga é melhor não provocar. Afinal já é a terceira vez na semana que eu chego com o sol quase rainhando.
Lavei o rosto escovei os dentes e fui deitar, Meu pensamento estava vagando, por algum momento cheguei a pensar nela. O seu perfume, seus olhos um verde que impinotizava, sua boca, seu corpo branco de uma brancura que cegava, tudo nela me marcava que nem uma navalha.
Ah, que noite!
Não consegui dormi, levantei e decidir beber alguma coisa, havia uma garrafa pela metade de vodka e um pouco de fumo, liguei o rádio e entre um trago e outro cada vez mais eu viajava, agora sim...esse fim de noite vai ser completo!
Acordei com sol batentdo forte no meu rosto, olhei no rádio relógio que marcava dez e cinco. Ao olhar para o lado, pensei só ela mesmo...a mesa estava posta, café, salgados, frutas e ovos que eu tanto adoro.
A cabeça pesava, fiquei por alguns minutos inerte adimarando aquela mesa, feita com tanto carinho e zelo, foi quando comecei a cantarolar a letra de uma canção que no final dizia: "Só as mães são felizes, porque nos dão a vida"
Josh
Estava a uma quadra da minha casa, nesse ponto já não enchergava mais nada o meio fio é que me guiava.
Com as mãos nos bolsos sentia e ouvia o tilintar das moedas, ao fundo os latidos dos cães que são os vigias da noite.
Esmurrei a porta, pois a chave, só agora me lembro que havia esquecido, chamei por ela e nada de ter uma resposta.Fiquei uns cinco minutos entre murros e berros, a porta se abriu.
-Boa noite!
Ela nem respondeu, também....eu pensei, já são quase quatro da madruga é melhor não provocar. Afinal já é a terceira vez na semana que eu chego com o sol quase rainhando.
Lavei o rosto escovei os dentes e fui deitar, Meu pensamento estava vagando, por algum momento cheguei a pensar nela. O seu perfume, seus olhos um verde que impinotizava, sua boca, seu corpo branco de uma brancura que cegava, tudo nela me marcava que nem uma navalha.
Ah, que noite!
Não consegui dormi, levantei e decidir beber alguma coisa, havia uma garrafa pela metade de vodka e um pouco de fumo, liguei o rádio e entre um trago e outro cada vez mais eu viajava, agora sim...esse fim de noite vai ser completo!
Acordei com sol batentdo forte no meu rosto, olhei no rádio relógio que marcava dez e cinco. Ao olhar para o lado, pensei só ela mesmo...a mesa estava posta, café, salgados, frutas e ovos que eu tanto adoro.
A cabeça pesava, fiquei por alguns minutos inerte adimarando aquela mesa, feita com tanto carinho e zelo, foi quando comecei a cantarolar a letra de uma canção que no final dizia: "Só as mães são felizes, porque nos dão a vida"
Josh
Caravelas
Cinco séculos
Nas ruas por enquanto não há pedágio
Pras almas que passam
Mendigos, engravatados, Negro, pobre,
bastardos e os abastados
Circulam
Com identificação da mais alta costura
Italiana, chineza
O carimbo do pobre
Sai de fábrica estampado na testa
É carnaval, um defile de raças
Esperança e medo
Como comissão de frente
O Deus Capitalista
A multidão aplaude
Fomos descobertos
A América Latina foi descoberta
O que sobrou do holocausto dos holocaustos
A herança maldita
O gene da miséria
Que se multiplica
A cada choro que nasce
Josh
Nas ruas por enquanto não há pedágio
Pras almas que passam
Mendigos, engravatados, Negro, pobre,
bastardos e os abastados
Circulam
Com identificação da mais alta costura
Italiana, chineza
O carimbo do pobre
Sai de fábrica estampado na testa
É carnaval, um defile de raças
Esperança e medo
Como comissão de frente
O Deus Capitalista
A multidão aplaude
Fomos descobertos
A América Latina foi descoberta
O que sobrou do holocausto dos holocaustos
A herança maldita
O gene da miséria
Que se multiplica
A cada choro que nasce
Josh
domingo, dezembro 27, 2009
Diário de um Náufrago

Sinto que a vida passa
Não mais como uma locomotiva
E sim como um trem bala
Sinto que a vida passa
Minha mãe
Alguns parentes, amigos
Até o cachorro
Já há muito, partiram daqui
Sinto que vida passa
Os dias de sol
Logo viram tempestade
Os de alegria
Finjo que sinto
Sinto que a vida passa
Os amores
Poucos
E o que restou
Não durou nem uma primavera
Sinto que a vida passa
As paixões
Cada vez mais a flor da pele
Os meus gostos
Já não são mais os mesmos
Sinto que a vida passa
A dor nas pernas
No corpo inteiro
A dor maior
Do coração
Sinto que a vida passa
Por ter dito muitos nãos
Em vez de sim
Sinto que a vida passa
Por me sentir um museu
E só restarem lembranças em mim
Sinto que a vida passa
Por não ter dito
O que deveria ter dito
À ti
Sinto que a vida passa
A vida cansou de passar por mim
josh
sexta-feira, dezembro 25, 2009
O bar
A noite fria
A garrafa vazia
Solidão se comprime no meu peito
Leio e releio suas cartas
Na garganta um gosto amargo e seco
Meu pensamento viaja com as luzes
Ouço vozes, muitas vozes
Outra garrafa
Essa sim, cheia
Cinzas do tabaco se espalham pelo chão
Poderiam ser as minhas
A garoa começa a cair
Frio, garoa, bebiba, cinzas e solidão
Daria uma boa letra punk
A noite vai caindo com sua vagareza
Me engolido por completo com seu pretume
Houve um tempo em que eu acreditava nessa merda
Uma casa, um belo carro, uma linda mulher para eu desfilar por aí, como um troféu
O sistema nos engole
É o que viramos , pequenos fantoches rumo a um estrelato lúdico
Já faz um tempo, paguei a minha carta de alforria
Hoje vivo a margem
No meio fio
Me arrasto por entre os bares
E entre tantos tropeços, alegrias e viagens utópicas
Ela sempre vai está ali
Eu sempre vou busca-lá
I want to break free
Josh
A noite fria
A garrafa vazia
Solidão se comprime no meu peito
Leio e releio suas cartas
Na garganta um gosto amargo e seco
Meu pensamento viaja com as luzes
Ouço vozes, muitas vozes
Outra garrafa
Essa sim, cheia
Cinzas do tabaco se espalham pelo chão
Poderiam ser as minhas
A garoa começa a cair
Frio, garoa, bebiba, cinzas e solidão
Daria uma boa letra punk
A noite vai caindo com sua vagareza
Me engolido por completo com seu pretume
Houve um tempo em que eu acreditava nessa merda
Uma casa, um belo carro, uma linda mulher para eu desfilar por aí, como um troféu
O sistema nos engole
É o que viramos , pequenos fantoches rumo a um estrelato lúdico
Já faz um tempo, paguei a minha carta de alforria
Hoje vivo a margem
No meio fio
Me arrasto por entre os bares
E entre tantos tropeços, alegrias e viagens utópicas
Ela sempre vai está ali
Eu sempre vou busca-lá
I want to break free
Josh
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)












