Caminhava meio ébrio, a luz que iluminava os meus passos era de alguns postes, que ainda se mantinham em pé. Coisa difícil, pois tudo que fosse de metal era arrancado a força para ser vendido.
Estava a uma quadra da minha casa, nesse ponto já não enchergava mais nada o meio fio é que me guiava.
Com as mãos nos bolsos sentia e ouvia o tilintar das moedas, ao fundo os latidos dos cães que são os vigias da noite.
Esmurrei a porta, pois a chave, só agora me lembro que havia esquecido, chamei por ela e nada de ter uma resposta.Fiquei uns cinco minutos entre murros e berros, a porta se abriu.
-Boa noite!
Ela nem respondeu, também....eu pensei, já são quase quatro da madruga é melhor não provocar. Afinal já é a terceira vez na semana que eu chego com o sol quase rainhando.
Lavei o rosto escovei os dentes e fui deitar, Meu pensamento estava vagando, por algum momento cheguei a pensar nela. O seu perfume, seus olhos um verde que impinotizava, sua boca, seu corpo branco de uma brancura que cegava, tudo nela me marcava que nem uma navalha.
Ah, que noite!
Não consegui dormi, levantei e decidir beber alguma coisa, havia uma garrafa pela metade de vodka e um pouco de fumo, liguei o rádio e entre um trago e outro cada vez mais eu viajava, agora sim...esse fim de noite vai ser completo!
Acordei com sol batentdo forte no meu rosto, olhei no rádio relógio que marcava dez e cinco. Ao olhar para o lado, pensei só ela mesmo...a mesa estava posta, café, salgados, frutas e ovos que eu tanto adoro.
A cabeça pesava, fiquei por alguns minutos inerte adimarando aquela mesa, feita com tanto carinho e zelo, foi quando comecei a cantarolar a letra de uma canção que no final dizia: "Só as mães são felizes, porque nos dão a vida"
Josh
terça-feira, dezembro 29, 2009
Caravelas
Cinco séculos
Nas ruas por enquanto não há pedágio
Pras almas que passam
Mendigos, engravatados, Negro, pobre,
bastardos e os abastados
Circulam
Com identificação da mais alta costura
Italiana, chineza
O carimbo do pobre
Sai de fábrica estampado na testa
É carnaval, um defile de raças
Esperança e medo
Como comissão de frente
O Deus Capitalista
A multidão aplaude
Fomos descobertos
A América Latina foi descoberta
O que sobrou do holocausto dos holocaustos
A herança maldita
O gene da miséria
Que se multiplica
A cada choro que nasce
Josh
Nas ruas por enquanto não há pedágio
Pras almas que passam
Mendigos, engravatados, Negro, pobre,
bastardos e os abastados
Circulam
Com identificação da mais alta costura
Italiana, chineza
O carimbo do pobre
Sai de fábrica estampado na testa
É carnaval, um defile de raças
Esperança e medo
Como comissão de frente
O Deus Capitalista
A multidão aplaude
Fomos descobertos
A América Latina foi descoberta
O que sobrou do holocausto dos holocaustos
A herança maldita
O gene da miséria
Que se multiplica
A cada choro que nasce
Josh
domingo, dezembro 27, 2009
Diário de um Náufrago

Sinto que a vida passa
Não mais como uma locomotiva
E sim como um trem bala
Sinto que a vida passa
Minha mãe
Alguns parentes, amigos
Até o cachorro
Já há muito, partiram daqui
Sinto que vida passa
Os dias de sol
Logo viram tempestade
Os de alegria
Finjo que sinto
Sinto que a vida passa
Os amores
Poucos
E o que restou
Não durou nem uma primavera
Sinto que a vida passa
As paixões
Cada vez mais a flor da pele
Os meus gostos
Já não são mais os mesmos
Sinto que a vida passa
A dor nas pernas
No corpo inteiro
A dor maior
Do coração
Sinto que a vida passa
Por ter dito muitos nãos
Em vez de sim
Sinto que a vida passa
Por me sentir um museu
E só restarem lembranças em mim
Sinto que a vida passa
Por não ter dito
O que deveria ter dito
À ti
Sinto que a vida passa
A vida cansou de passar por mim
josh
sexta-feira, dezembro 25, 2009
O bar
A noite fria
A garrafa vazia
Solidão se comprime no meu peito
Leio e releio suas cartas
Na garganta um gosto amargo e seco
Meu pensamento viaja com as luzes
Ouço vozes, muitas vozes
Outra garrafa
Essa sim, cheia
Cinzas do tabaco se espalham pelo chão
Poderiam ser as minhas
A garoa começa a cair
Frio, garoa, bebiba, cinzas e solidão
Daria uma boa letra punk
A noite vai caindo com sua vagareza
Me engolido por completo com seu pretume
Houve um tempo em que eu acreditava nessa merda
Uma casa, um belo carro, uma linda mulher para eu desfilar por aí, como um troféu
O sistema nos engole
É o que viramos , pequenos fantoches rumo a um estrelato lúdico
Já faz um tempo, paguei a minha carta de alforria
Hoje vivo a margem
No meio fio
Me arrasto por entre os bares
E entre tantos tropeços, alegrias e viagens utópicas
Ela sempre vai está ali
Eu sempre vou busca-lá
I want to break free
Josh
A noite fria
A garrafa vazia
Solidão se comprime no meu peito
Leio e releio suas cartas
Na garganta um gosto amargo e seco
Meu pensamento viaja com as luzes
Ouço vozes, muitas vozes
Outra garrafa
Essa sim, cheia
Cinzas do tabaco se espalham pelo chão
Poderiam ser as minhas
A garoa começa a cair
Frio, garoa, bebiba, cinzas e solidão
Daria uma boa letra punk
A noite vai caindo com sua vagareza
Me engolido por completo com seu pretume
Houve um tempo em que eu acreditava nessa merda
Uma casa, um belo carro, uma linda mulher para eu desfilar por aí, como um troféu
O sistema nos engole
É o que viramos , pequenos fantoches rumo a um estrelato lúdico
Já faz um tempo, paguei a minha carta de alforria
Hoje vivo a margem
No meio fio
Me arrasto por entre os bares
E entre tantos tropeços, alegrias e viagens utópicas
Ela sempre vai está ali
Eu sempre vou busca-lá
I want to break free
Josh
Estar
Sentir
A sua epiderme junto a minha
Arrepios
Teu olhar penetra e me dilacera como uma bala
Sua boca é uma tentação dos diabos
"Carne Trêmula", entrelaçados, despidos e esquecidos
O tempo passa
O tempo não existe aqui
Prefiro esquecer
Que existem outras coisas
Que devo dar importância
O mundo lá fora
As pessoas
As outras pessoas
O nosso estar é o meu refúgil
Lá fora
Não há mais lugar para mim
Eu me esqueci dentro de você
JOSH
Sentir
A sua epiderme junto a minha
Arrepios
Teu olhar penetra e me dilacera como uma bala
Sua boca é uma tentação dos diabos
"Carne Trêmula", entrelaçados, despidos e esquecidos
O tempo passa
O tempo não existe aqui
Prefiro esquecer
Que existem outras coisas
Que devo dar importância
O mundo lá fora
As pessoas
As outras pessoas
O nosso estar é o meu refúgil
Lá fora
Não há mais lugar para mim
Eu me esqueci dentro de você
JOSH
O Gato e a Humanidade – por Charles Bukowski.
“Havia um gatinho branco com as costas voltadas para um dos cantos do muro. Não podia subir pelos tijolos nem fugir em qualquer outra direção. Suas costas estavam arqueadas e ele bufava, as garras prontas. Era, no entanto, pequeno demais para dar conta do buldogue de Chuck, Barney, que rosnava e se aproximava mais e mais. Tive impressão de que aquele gato havia sido colocado ali pelos garotos e de que somente depois o buldogue fora levado até ali. Sentia isso intensamente pelo modo que Chuck e Eddie e Gene acompanhavam a cena: o aspecto deles os incrimina- Caras, vocês armaram essa – eu disse.
- Não – rebateu Chuck –, a culpa é do gato. Ele veio até aqui.
- Deixe que ele se vire agora para escapar.
- Odeio vocês, seus desgraçados – eu disse.
- Barney vai matar o gato – disse Gene.
- Barney vai fazer picadinho do bichano – disse Eddie. – Ele está com medo das unhas do gato, mas quando avançar estará tudo encerrado.
Barney era um buldogue grande e marrom com as bochechas flácidas e cheias de baba. Ele era gordo e meio abobalhado e tinhas olhos castanhos inexpressivos. Rosnava constantemente e ia avançando devagar, os pelos do pescoço e das costas eriçados. Eu sentia vontade de lhe dar um chute no seu rabo estúpido, mas percebi que ele arrancaria minha perna fora. O cão estava completamente tomado por um espírito assassino. O gato branco sequer tinha terminado de crescer. O bichinho soltava um silvo agudo e esperava, comprimido contra o muro, uma criatura belíssima, tão limpa.
O cachorro avançou lentamente. Por que esses caras precisavam disso? Não era uma questão de coragem, era apenas um jogo sujo. Onde estavam os adultos? Onde estavam as autoridades? Para me acusar de alguma coisa estavam sempre por perto. Onde tinham se enfiado agora?
Pensei em intervir na cena, apanhar o gato e sair correndo, mas eu não tinha forças. Tinha medo de que o buldogue me atacasse. A consciência de que me faltava coragem para fazer o que era necessário fez com que me sentisse péssimo. Comecei a ficar enjoado. Estava fraco. Eu não queria que aquilo acontecesse, ainda que eu não conseguisse encontrar nenhuma maneira de evitar o massacre.
- Chuck – eu disse –, deixe o gato ir, por favor. Chame seu cachorro.
Chuck não respondeu. Continuou apenas observando. Então disse:
- Vai, Barney, pegue ele! Pegue o gato!
Barney avançou e de súbito o gato deu um salto. O bicho se transformara numa furiosa mancha branca, toda silvos, garras e dentes. Barney recuou e o gato voltou novamente para o muro.
- Pegue ele, Barney – disse Chuck novamente.
- Cale a boca, maldito! – gritei para ele.
- Não fale comigo desse jeito – retrucou.
Barney começava a avançar novamente.
- Caras, vocês armaram tudo isso aqui – eu disse.
Ouvi um leve ruído atrás de nós e voltei a cabeça. Vi o velho sr. Gibson a nos observar de trás da janela de seu quarto. Ele também queria que o gato fosse morto, assim como os garotos. Por que?
O velho sr. Gibson era nosso carteiro. Usava dentadura. Tinha uma esposa que passava o tempo inteiro em casa. A sra. Gibson sempre usava uma rede sobre os cabelos e sempre trajava uma camisola, roupão de banho e chinelos.
Então apareceu a sra. Gibson, vestida como de costume, e se postou ao lado do marido, esperando pela carnificina. O velho sr. Gibson era um dos poucos que tinha um emprego, mas ainda assim ele precisava ver o gato morto. Gibson era como Chuck, Eddie e Gene.
Havia muitos deles.
O buldogue se aproximou. Eu não podia ver aquele crime. Senti uma vergonha profunda por abandonar o gato à própria sorte. Havia sempre a chance de que o bichano pudesse escapar, mas eu sabia que os garotos não deixariam isso acontecer. Aquele gato não enfrentava apenas o buldogue, ele enfrentava a humanidade inteira.
Dei meia-volta e me afastei, para fora do quintal, passando pela entrada do carro e chegando ã calçada. Caminhei em direção ao local onde eu morava e lá, no pátio em frente ã sua casa, meu pai estava plantado, me esperando.
- Onde você estava? – ele perguntou.
Não respondi.
- Já pra dentro – ele disse. – E pare de parecer tão infeliz ou lhe darei algo para que você realmente sinta o que é infelicidade!”
[Do livro “Ham on Rye” – Charles Bukowski (tradução de Pedro Gonzaga)]
“Havia um gatinho branco com as costas voltadas para um dos cantos do muro. Não podia subir pelos tijolos nem fugir em qualquer outra direção. Suas costas estavam arqueadas e ele bufava, as garras prontas. Era, no entanto, pequeno demais para dar conta do buldogue de Chuck, Barney, que rosnava e se aproximava mais e mais. Tive impressão de que aquele gato havia sido colocado ali pelos garotos e de que somente depois o buldogue fora levado até ali. Sentia isso intensamente pelo modo que Chuck e Eddie e Gene acompanhavam a cena: o aspecto deles os incrimina- Caras, vocês armaram essa – eu disse.
- Não – rebateu Chuck –, a culpa é do gato. Ele veio até aqui.
- Deixe que ele se vire agora para escapar.
- Odeio vocês, seus desgraçados – eu disse.
- Barney vai matar o gato – disse Gene.
- Barney vai fazer picadinho do bichano – disse Eddie. – Ele está com medo das unhas do gato, mas quando avançar estará tudo encerrado.
Barney era um buldogue grande e marrom com as bochechas flácidas e cheias de baba. Ele era gordo e meio abobalhado e tinhas olhos castanhos inexpressivos. Rosnava constantemente e ia avançando devagar, os pelos do pescoço e das costas eriçados. Eu sentia vontade de lhe dar um chute no seu rabo estúpido, mas percebi que ele arrancaria minha perna fora. O cão estava completamente tomado por um espírito assassino. O gato branco sequer tinha terminado de crescer. O bichinho soltava um silvo agudo e esperava, comprimido contra o muro, uma criatura belíssima, tão limpa.
O cachorro avançou lentamente. Por que esses caras precisavam disso? Não era uma questão de coragem, era apenas um jogo sujo. Onde estavam os adultos? Onde estavam as autoridades? Para me acusar de alguma coisa estavam sempre por perto. Onde tinham se enfiado agora?
Pensei em intervir na cena, apanhar o gato e sair correndo, mas eu não tinha forças. Tinha medo de que o buldogue me atacasse. A consciência de que me faltava coragem para fazer o que era necessário fez com que me sentisse péssimo. Comecei a ficar enjoado. Estava fraco. Eu não queria que aquilo acontecesse, ainda que eu não conseguisse encontrar nenhuma maneira de evitar o massacre.
- Chuck – eu disse –, deixe o gato ir, por favor. Chame seu cachorro.
Chuck não respondeu. Continuou apenas observando. Então disse:
- Vai, Barney, pegue ele! Pegue o gato!
Barney avançou e de súbito o gato deu um salto. O bicho se transformara numa furiosa mancha branca, toda silvos, garras e dentes. Barney recuou e o gato voltou novamente para o muro.
- Pegue ele, Barney – disse Chuck novamente.
- Cale a boca, maldito! – gritei para ele.
- Não fale comigo desse jeito – retrucou.
Barney começava a avançar novamente.
- Caras, vocês armaram tudo isso aqui – eu disse.
Ouvi um leve ruído atrás de nós e voltei a cabeça. Vi o velho sr. Gibson a nos observar de trás da janela de seu quarto. Ele também queria que o gato fosse morto, assim como os garotos. Por que?
O velho sr. Gibson era nosso carteiro. Usava dentadura. Tinha uma esposa que passava o tempo inteiro em casa. A sra. Gibson sempre usava uma rede sobre os cabelos e sempre trajava uma camisola, roupão de banho e chinelos.
Então apareceu a sra. Gibson, vestida como de costume, e se postou ao lado do marido, esperando pela carnificina. O velho sr. Gibson era um dos poucos que tinha um emprego, mas ainda assim ele precisava ver o gato morto. Gibson era como Chuck, Eddie e Gene.
Havia muitos deles.
O buldogue se aproximou. Eu não podia ver aquele crime. Senti uma vergonha profunda por abandonar o gato à própria sorte. Havia sempre a chance de que o bichano pudesse escapar, mas eu sabia que os garotos não deixariam isso acontecer. Aquele gato não enfrentava apenas o buldogue, ele enfrentava a humanidade inteira.
Dei meia-volta e me afastei, para fora do quintal, passando pela entrada do carro e chegando ã calçada. Caminhei em direção ao local onde eu morava e lá, no pátio em frente ã sua casa, meu pai estava plantado, me esperando.
- Onde você estava? – ele perguntou.
Não respondi.
- Já pra dentro – ele disse. – E pare de parecer tão infeliz ou lhe darei algo para que você realmente sinta o que é infelicidade!”
[Do livro “Ham on Rye” – Charles Bukowski (tradução de Pedro Gonzaga)]
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Você diz
É tão estranho como um gostar
Se torna um não querer
Em afélio, cada vez mais distante
No amor dos corpos
No começo é um caminhar entre nuvens
Um bom livro
Queimar unzinho
Um trago de vinho
Ouvir aquela canção
Depois...
"Abraços Partidos"
Pedras, espinhos, palavras esconjuradas e lágrimas
Muitas Lágrimas
Vamos ser bons amigos
Josh
Se torna um não querer
Em afélio, cada vez mais distante
No amor dos corpos
No começo é um caminhar entre nuvens
Um bom livro
Queimar unzinho
Um trago de vinho
Ouvir aquela canção
Depois...
"Abraços Partidos"
Pedras, espinhos, palavras esconjuradas e lágrimas
Muitas Lágrimas
Vamos ser bons amigos
Josh
terça-feira, dezembro 22, 2009
Terça-feira, o dia hoje está exuberante.
Peguei o lotação rumo ao centro, pelo caminho minha retina fatigada
pela vista, ia mesmo de encontro a certos olhares.
Velhos, crianças, senhoras, moças...ah!!! as moças!!!
O cachorro sarnento, a paisagem quase morta dos córregos, lixo, os muros e as faixadas dos
cormécios pinxadas, buracos nas ruas de asfalto e as vielas e seus becos sem fim.
O lado de cá é assim....
A beleza está nas pessoas, nos olhares que se perdem e que esconde outros olhares.
A vida aqui se esvai, e o olhar sempre vivo!!!!
josh
Peguei o lotação rumo ao centro, pelo caminho minha retina fatigada
pela vista, ia mesmo de encontro a certos olhares.
Velhos, crianças, senhoras, moças...ah!!! as moças!!!
O cachorro sarnento, a paisagem quase morta dos córregos, lixo, os muros e as faixadas dos
cormécios pinxadas, buracos nas ruas de asfalto e as vielas e seus becos sem fim.
O lado de cá é assim....
A beleza está nas pessoas, nos olhares que se perdem e que esconde outros olhares.
A vida aqui se esvai, e o olhar sempre vivo!!!!
josh
Ela passou por aqui
Sempre passa
Igual á uma piscadela
Sonhar, já não sonho
Hoje se sonho, é acordado
Assim não esqueço
O tempo poderia estar do meu lado
Para cada vez mais
Abraça-lá
Com as pernas
Com os braços
Com meu sorriso
Todos os minutos
Todos os segudos
A cada suspiro
As pequenas coisas
E você
Tudo
Roubado de mim
Como queria ter vivido
Josh
Sempre passa
Igual á uma piscadela
Sonhar, já não sonho
Hoje se sonho, é acordado
Assim não esqueço
O tempo poderia estar do meu lado
Para cada vez mais
Abraça-lá
Com as pernas
Com os braços
Com meu sorriso
Todos os minutos
Todos os segudos
A cada suspiro
As pequenas coisas
E você
Tudo
Roubado de mim
Como queria ter vivido
Josh
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Aperto o quinto
No espelho meu olhar vagueia sem graça
Alegria, alegria!
A porta se abre
Dentro o teu sorriso vem e me abarca
Alegria, alegria!
Da gata preta e do branco malhado
Na alcova o êxtase dos corpos e o silêncio das almas
Alegria, alegria!
Já é noite
Na rua barulhenta
Os trausentes caminham
Pela garoa que resvala
Josh
A idade
Está nas coisas
Naquele livro"Capitu olhos de ressaca", lido, relido,
emprestado e agora encostado
Naquele vinil"Tropicália 2" e a faixa um riscada
Naquela sua camisa"Tricolor paulista" desbotada
A idade
Está nas palavras
Ditas e jamais esquecidas
A idade
Está nos atos
Feitos e consumados
A idade
Está nas pessoas
Maria, José
Em mim, em você
No coração que a pouco batia no compasso
E agora vai de marcapasso
Nos nossos cabelos castanhos
Hoje estão grisalhos
A idade
Está na justiça
Dos homens
De Deus
A idade
Talvez não esteja
No céu que é o mesmo da minha infâcia
No sol que aquece o gato vira-lata
Na chuva que carrega nossos pecados
No seu sorriso de erê
No brilho dos teus olhos castanhos escuros
Na lágrima
Reina sobre mim
Reina sobre nós
O peso da idade
Josh
As tardes são nostágicas
A mesma brisa que me acalenta, parece a mesma daquele tempo
O astro maior ao longe se mostra infinitamente belo
Apenas as vagas memórias dos anos idos
Trinta anos, o que são três décadas?
Uma vida, um fracasso, um recomeço
Nada, nada a se comemorar
Carrego em mim, o peso
Das palavras
Das bofetadas
Dos bocejos
Das mentiras
Dos falsos gracejos
Dos medos
Dos sorrisos
Da solidão
E dos amores efêmeros
Eis os fardos
Caminho na dúvida
Duvido do amor
Duvido da verdade
Duvido da mentira
Duvido das pessoas
Duvido de mim mesmo
Duvido da própria vida
Sou um romântico
Um malabarista na corda bamba
Nada, nada a se comemorar
Há um fim que nos persegue
Dia após dia
Ainda assim
Haverá um último suspiro
De esperança
josh
domingo, fevereiro 15, 2009
Vivo num espaço apertado
Lá fora, a chuva rala
A cinzas são dos dias nublados
Quase não saio
Gosto de viver assim
Entre os mofos das paredes
Os livros
A sinfônia
Um pensar em nada
O ar que pesa
Os anos que calejam minhas costas
Felicidade em mim é tão singular
Às vezes eu sinto
Nas noites frias, onde em mim à insônia
Me deixa sonhar
Josh
Lá fora, a chuva rala
A cinzas são dos dias nublados
Quase não saio
Gosto de viver assim
Entre os mofos das paredes
Os livros
A sinfônia
Um pensar em nada
O ar que pesa
Os anos que calejam minhas costas
Felicidade em mim é tão singular
Às vezes eu sinto
Nas noites frias, onde em mim à insônia
Me deixa sonhar
Josh
segunda-feira, dezembro 01, 2008

+ Uma vitíma
Daqueles que pensam ser Deus
Do caos que se instala
Do Brasil faroeste
Da falta de políticas públicas
Da sua escolha errada
+ Uma vitíma
Dos casos não solucionados
Que viram estátistica na ponta do lápis
Da impunidade que bate em nossa porta
Você pode ser o próximo!!!
+ Uma vitíma
Dos viciados em COCA - COLA e MCDONALDS
Das vitrine luxuosas
Das crianças orfão de Estado
+ Uma vitíma
Da justiça dos homens
Quando finda, tarda e falha
Assim cada vez + passamos à acreditar em uma única
forma de justiça
Justiça Divina
Que ela venha!!!
Como um ARMAGEDOM
Josué
Daqueles que pensam ser Deus
Do caos que se instala
Do Brasil faroeste
Da falta de políticas públicas
Da sua escolha errada
+ Uma vitíma
Dos casos não solucionados
Que viram estátistica na ponta do lápis
Da impunidade que bate em nossa porta
Você pode ser o próximo!!!
+ Uma vitíma
Dos viciados em COCA - COLA e MCDONALDS
Das vitrine luxuosas
Das crianças orfão de Estado
+ Uma vitíma
Da justiça dos homens
Quando finda, tarda e falha
Assim cada vez + passamos à acreditar em uma única
forma de justiça
Justiça Divina
Que ela venha!!!
Como um ARMAGEDOM
Josué
quinta-feira, setembro 25, 2008
BEAUTIFUL
Queria ti ter
Com outros olhos
A tua beleza foi o pior
Foi o melhor
Vício
De ti querer assim
Só p´ra mim
Causa e efeito
Em doses
Mais, muito mais
Que os tragos de vodca barata
Que a cafeína e o silêncio da casa
Mais, muito mais
Que os picos, os tarja preta
Um, dois
Solidão, insensatez é tudo que restou
Daquela cegueira viciosa
Josh
Com outros olhos
A tua beleza foi o pior
Foi o melhor
Vício
De ti querer assim
Só p´ra mim
Causa e efeito
Em doses
Mais, muito mais
Que os tragos de vodca barata
Que a cafeína e o silêncio da casa
Mais, muito mais
Que os picos, os tarja preta
Um, dois
Solidão, insensatez é tudo que restou
Daquela cegueira viciosa
Josh
quarta-feira, setembro 17, 2008
Sonhos inacabados
Estavamos em quatro, era apenas mais uma baladinha de final de semana.
As luzes, o som alto e por final o espetáculo: Mulheres, mulheres, muitas mulheres....
- Gustavo!
-Oi ?
-Fala mais alto, eu não ouço!
-Vou ao banheiro
-Oi ?
-Vou dá um mijão!!!
-Há, sim!
-Falou!
Subi uma escada que dava para um corredor escuro, estava quase mijando nas calças e nada do banheiro. Foi quando comecei a ouvir algumas vozes, que vinha de um dos quartos no final do corredor. Fui chegando mais perto e naquele exato momento parecia que a minha vontade louca de urinar tinha ido embora. A porta do quarto de onde vinha as vozes estava entreaberta, vi um homem segurando uma arma e apontando para uma garota. Senti nitidamente o clamor e o medo estampado em seu rosto.
Em questão de segundos vi faísca, cartuchos que voavam e estampidos que me deixaram surdo e sem reação. Quando dei por mim, estava todo molhado e pudi sentir a fúria daquele olhar que vinha em minha direção.
Desci as escadas quase que caindo, esbarrandos na multidão que dançavam ao som freneticamente.
Tudo que eu queria era achar a luz da noite e fugir, pois no meu encalço a sombra do medo me perseguia. Uma grande avenida atravessei e os carros, caminhões com sua luzes altas tentavam me cegar.
Olhei para trás e a outra sombra continuava no meu encalço, escultei um, dois, três e quatro estampidos que sabe lá onde foram se perder. Cada vez mais perto, parecia que eu sentia sua respiração e foi aí......que eu acordei......é, foi apenas um sonho.
Josh
As luzes, o som alto e por final o espetáculo: Mulheres, mulheres, muitas mulheres....
- Gustavo!
-Oi ?
-Fala mais alto, eu não ouço!
-Vou ao banheiro
-Oi ?
-Vou dá um mijão!!!
-Há, sim!
-Falou!
Subi uma escada que dava para um corredor escuro, estava quase mijando nas calças e nada do banheiro. Foi quando comecei a ouvir algumas vozes, que vinha de um dos quartos no final do corredor. Fui chegando mais perto e naquele exato momento parecia que a minha vontade louca de urinar tinha ido embora. A porta do quarto de onde vinha as vozes estava entreaberta, vi um homem segurando uma arma e apontando para uma garota. Senti nitidamente o clamor e o medo estampado em seu rosto.
Em questão de segundos vi faísca, cartuchos que voavam e estampidos que me deixaram surdo e sem reação. Quando dei por mim, estava todo molhado e pudi sentir a fúria daquele olhar que vinha em minha direção.
Desci as escadas quase que caindo, esbarrandos na multidão que dançavam ao som freneticamente.
Tudo que eu queria era achar a luz da noite e fugir, pois no meu encalço a sombra do medo me perseguia. Uma grande avenida atravessei e os carros, caminhões com sua luzes altas tentavam me cegar.
Olhei para trás e a outra sombra continuava no meu encalço, escultei um, dois, três e quatro estampidos que sabe lá onde foram se perder. Cada vez mais perto, parecia que eu sentia sua respiração e foi aí......que eu acordei......é, foi apenas um sonho.
Josh
segunda-feira, agosto 18, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
Sol

Fazia treze graus naquele começo de noite. Solitário e a passos lentos, avistou ela na esquina: decote à mostra, o seu pircing no umbigo reluzia mais que os fleches opacos das luzes, um corpo escultural, pernas bem torneadas, aquele bumbum quase todo à mostra, um rosto lindo e um olhar que emanava uma certa tristeza.
Os carros que passavam, dentro os trausentes, uns businavam, outros paravam para negóciar.
Ele parou ao seu lado e foi direto ao assunto:
-Quanto é o trabalho?
Ela respondeu num tom de deboche.
-Pra você.... trezentos!
Ele riu e perguntou:
-E se eu estivesse de carro, você daria um desconto?
-Depende do carro!
Ele riu novamente e ela aceitando, deu sinal para o táxi. Entraran no veículo e no trajeto até o motel não derão sequer uma palavra.
Chegaram e ela foi logo tirando à roupa, ele parou ficou observando e ela perguntou:
-E aí, vai ficar parado!?
Ele respondeu.
-Por favor, veste a roupa!
Ela brava indagou:
-Você esqueceu que o tempo está correndo, são trezentos reais a hora e já se passaram vinte minutos.
-Não tem portância!
-Quanto você fatura por noite?
-Mil reais.
Ele tirou um maço de notas do bolso e disse:
-Aqui tem mil e duzentos reais, você estaria livre pra mim essa noite?
Ela não acredita no que vê e fica sem palavras.
E ele responde:
-O teu silêncio parece um sim!
-Vou pedir algo para nós comer, a próposito eu não me apresentei:
-Me chamo Sol e você?
-Ana.
-Você tem os olhos lindos Ana, combina bem com as noites frias de São paulo.
-Obrigado.
E ela pergunta:
Mas porquê Sol?
-Só pra você, eu vou me chamar Sol essa noite.
Bateram na porta, o jantar que Sol havia pedido estava posto. Conversaram muito, Ana aos poucos ia acreditando estar em um conto de fadas, pois tamanho era o cavalherismo de Sol e ela sentia como se fosse algo puro e verdadeiro. Até a tristeza de outrora que Ana explessava, não era a mesma naquele olhos negros de agora.
Começaram a se tocar, boca, lábio, língua, saliva, corpo a corpo numa dança xamanica, orgasmos multiplos e um divisor comum, o amor.
Adormeceram nús, agarrados como se um fosse a metade do outro e naquele momento o sexo os uniu proporcionando cada qual uma busca interior.
Tudo passa!
Ana acordou, a janela estava aberta e o sol invadia todo interior do quarto. Olhou para o lado e ele não estava, apenas um bilhete que dizia:
" O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer"
Josh
Os carros que passavam, dentro os trausentes, uns businavam, outros paravam para negóciar.
Ele parou ao seu lado e foi direto ao assunto:
-Quanto é o trabalho?
Ela respondeu num tom de deboche.
-Pra você.... trezentos!
Ele riu e perguntou:
-E se eu estivesse de carro, você daria um desconto?
-Depende do carro!
Ele riu novamente e ela aceitando, deu sinal para o táxi. Entraran no veículo e no trajeto até o motel não derão sequer uma palavra.
Chegaram e ela foi logo tirando à roupa, ele parou ficou observando e ela perguntou:
-E aí, vai ficar parado!?
Ele respondeu.
-Por favor, veste a roupa!
Ela brava indagou:
-Você esqueceu que o tempo está correndo, são trezentos reais a hora e já se passaram vinte minutos.
-Não tem portância!
-Quanto você fatura por noite?
-Mil reais.
Ele tirou um maço de notas do bolso e disse:
-Aqui tem mil e duzentos reais, você estaria livre pra mim essa noite?
Ela não acredita no que vê e fica sem palavras.
E ele responde:
-O teu silêncio parece um sim!
-Vou pedir algo para nós comer, a próposito eu não me apresentei:
-Me chamo Sol e você?
-Ana.
-Você tem os olhos lindos Ana, combina bem com as noites frias de São paulo.
-Obrigado.
E ela pergunta:
Mas porquê Sol?
-Só pra você, eu vou me chamar Sol essa noite.
Bateram na porta, o jantar que Sol havia pedido estava posto. Conversaram muito, Ana aos poucos ia acreditando estar em um conto de fadas, pois tamanho era o cavalherismo de Sol e ela sentia como se fosse algo puro e verdadeiro. Até a tristeza de outrora que Ana explessava, não era a mesma naquele olhos negros de agora.
Começaram a se tocar, boca, lábio, língua, saliva, corpo a corpo numa dança xamanica, orgasmos multiplos e um divisor comum, o amor.
Adormeceram nús, agarrados como se um fosse a metade do outro e naquele momento o sexo os uniu proporcionando cada qual uma busca interior.
Tudo passa!
Ana acordou, a janela estava aberta e o sol invadia todo interior do quarto. Olhou para o lado e ele não estava, apenas um bilhete que dizia:
" O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer"
Josh
sexta-feira, junho 13, 2008
Eu gosto de um rabo de saia
O sangue que escorria parecia que tinha vida. Aquele vermelho ofuscante se misturando com paisagem mórbida da sargeta, latidos que vinham de todos os lados e aos fundos o som dos carros que ziguizagueavam numa grande avenida.
Estava ali inerte, tudo que sentia as batidas enfurecidas de um pulsar que insistia em lutar contra aquele destino. A sua mente borbulhava como um caldeirão em chamas, havia esquecido os momentos passados, apenas fleches de pensamentos, pois quando abria os olhos eles se perdiam na noite fria.
Juan cresceu em meio a pobreza na periferia. Os seus pais pessoas humildes não puderam lhe dar o conforto padrão que à minoria letrada ostentava e muito menos o básico: alimentação, escola, saúde, educação e respeito. Ele cresceu e com a fome aprendeu agarrar os gols da vida.
Para sobreviver fazia pequenos furtos, que não rendia o esperado. A bebida, as drogas pesadas e tudo o que era de mais podre o atraia.
Foi quando conheceu Darlene, alta, olhos escuros, seios fartos e aquela bunda. Uma bunda, nossa que bunda!!!! e um que de malícia.
Juan comia com os olhos aquela bunda, mas ele já sabia, se desse uma passo em falso, Tanatos Ficaria feliz. Darlene era à namoradinha do dono do pedaço, Dionísio um cara mal, à maldade em pessoa. Ele se quer desconfiava, Darlene quase não saia do bar do Paraíba, onde Juan vivia com seus tragos.
- Paraíba, mais uma dose!
Juan começou a beber cedo naquele dia, Darlene acabará de chegar. Ele percebera que há alguns dias ela-o observava, o que não foi diferente nesse dia.
-Oi, comprimentou Darlene.
- Você tá sempre aqui, é Sócio?
Juan riu - Bem que eu gostaria, pelo visto você que parece ser!
- Pode se dizer que sim - Qual é o seu nome?
-Juan.
-Nossa, que diferente!
- E o seu?
-Darlene.
-Bonito!
-Eu não acho!
-Você toma alguma coisa?
-Cerveja.
Darlene olhava bem nos olhos de Juan e ele ficava sem graça. A bebida nele começava a fazer o caminho da vitória, deixando-o mais solto.
Às horas pareciam estar à bordo de um trem bala, pois sol já ia longe. Foi quando Darlene indagou:
- Vamos sair daqui!?
Saíram os dois a passos largos, alguns conhecidos observavam. Juan não se dava conta da armadilha que um rabo de saia às vezes pode causar.
Pegaram um táxi e ao covil do amor foram se esbaldar.
Sexo, muito sexo!
Ela de quatro, aquela bunda todinha na sua frente. Colocou com carinho.....ela gemia e dizia:
- Bota tudo, com força!!!! mais, mais....mais, uhhhh Juanito!!!!!
Fuderam muito....
Já era noite. Darlene começou a ficar um pouco distante.
- Você está preocupada!?
-É que já é um pouco tarde, preciso ir!
Ele deixou ela, a uma quadra da sua casa, se despediram.
Juan pensou em voltar para o bar, comemorar tomando o último trago. Mas resolveu ir pra casa.
Dezessete horas e trinta e cinco minutos da tarde do dia seginte e lá estava ele, no mesmo bar a espera do seu flerte, mas ela não apareceu. No outro dia a mesma coisa, esperava e ficava horas e horas e nada, nenhum sinal de Darlene.
Uma certa preocupação se instalará em Juan, na mesa ao lado ouviu um boato:
-Nossa!!! como é que pode alguém fazer uma coisa dessa!?
Darlene havia cido encontrada, morta, nua, com rosto desfigurado e várias perfurações.
Juan saiu desembestado do bar, ódio e vingança era tudo que sentia naquele instante.
Não teve tempo de continuar sentindo, nem ao menos de virar à esquina.......
Josh
quinta-feira, junho 05, 2008
Aqui, ali, em qualquer lugar
Nas esquinas
Das ruas
E das avenidas
É mais fácil de se encontrar
Duas mãos
Uma que vem
Uma que vai
Mas,
Na contramão sempre haverá de estar
Contra maré há de navegar
O que dizer de Brasília
Capital da República Federativa do Brasil
Pois lá
Não há esses encontros de esquinas
Há pois, encontros de mãos
Uma que vem
E outra que vai
Pra onde
Não importa
Pode está aqui, ali, em qualquer lugar
Aqui
Perto
Ali
Longe
Aqui
Dentro
Ali
Fora
Josh
Das ruas
E das avenidas
É mais fácil de se encontrar
Duas mãos
Uma que vem
Uma que vai
Mas,
Na contramão sempre haverá de estar
Contra maré há de navegar
O que dizer de Brasília
Capital da República Federativa do Brasil
Pois lá
Não há esses encontros de esquinas
Há pois, encontros de mãos
Uma que vem
E outra que vai
Pra onde
Não importa
Pode está aqui, ali, em qualquer lugar
Aqui
Perto
Ali
Longe
Aqui
Dentro
Ali
Fora
Josh
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